sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Contra as grandes obras públicas

As grandes obras públicas parecem ter inúmeros defensores em Portugal, pelo menos desde o século XIX. Desde há algumas décadas, há um suporte teórico para as defender: a teoria keynesiana, embora muitas vezes quem a cite lhe conheça mais a caricatura do que o original.
Mas comecemos por comparar um bilião de euros gastos numa grande obra pública com um mesmo bilião de euros gastos numa grande diversidade de obras públicas de menor dimensão. Segundo a teoria keynesiana, ambas teriam o mesmo poder de estímulo económico, em primeira aproximação. No entanto, qual traria maior contributo para um desenvolvimento equilibrado do país e qual contribuiria mais para alargar as desigualdades regionais? Parece óbvio que uma grande obra agrava as desigualdades e muitas pequenas obras têm muito mais condições de estimular a generalidade das regiões do país. Lembrem-se só do novo aeroporto de Lisboa, o TGV a beneficiar sobretudo o litoral.
Há uma outra dimensão essencial nas políticas económicas de gestão da conjuntura: é a questão de serem correctas no tempo. E há aqui dois desfasamentos potenciais: um é o período entre identificação de um problema e a tomada de decisão (chamado desfasamento interno) e outro é o período entre uma tomada de decisão e o seu efeito sobre a economia (desfasamento externo). A política monetária tem um desfasamento interno mínimo (por exemplo, poucos dias depois do 11 de Setembro já os bancos centrais tinham baixado fortemente as taxas de referência), mas demora muito tempo a actuar sobre a economia: quase um ano a actuar sobre o PIB e quase dois anos sobre a inflação. Já com a política orçamental passa-se o contrário. Um aumento da despesa pode demorar até um ano a ser aprovado (grande desfasamento interno), devendo-se esperar pelo novo orçamento, mas, uma vez aprovada a despesa, pode começar rapidamente a ter efeito na economia.
Agora comparemos uma grande obra pública com muitas pequenas obras públicas. Como temos vindo a verificar, uma grande obra pública pode demorar vários anos a ser aprovada, por vezes mesmo décadas! Agora lembrem-se que as políticas de gestão da conjuntura umas vezes devem ser expansionistas (quando a economia está em baixa) e noutros momentos devem ser contraccionistas (quando a economia está demasiado aquecida). Assim, a probabilidade que a grande obra pública se inicie num período errado é elevada. Reparem na contradição clamorosa: começa-se por defender uma grande obra pública porque ela ajuda a suavizar o ciclo económico (estimular uma economia em baixa e arrefecê-la quando em alta) e depois na prática ela ocorre quando a economia já está em alta e acaba por agravar o ciclo económico. Conseguem conceber asneira maior? Conseguem conceber asneira mais cara do que esta? Em contrapartida muitas pequenas obras públicas podem ser decididas de forma muito mais rápida e flexível: não faz sentido construir um quarto de uma ponte, mas faz todo o sentido só executar um quarto dos projectos em cima da mesa (já agora os prioritários).
Mas há mais vantagens em muitas pequenas obras: mais concorrência. Muito poucas empresas estão habilitadas a concorrer à construção de grandes obras, enquanto nas menores muitas mais empresas concorrerão. Outra vantagem é que as pequenas obras correspondem mais facilmente a necessidades evidentes, enquanto as grandes obras podem ser com maior probabilidade elefantes brancos. Veja-se Cabora Bassa (uma louca demonstração de poder, com centenas de linhas eléctricas indefensáveis num território em guerra de guerrilha), o porto de Sines (um megalómano projecto petroquímico posto em causa com o primeiro choque petrolífero e a independência de Angola), etc.
Finalmente, o golpe de misericórdia (espero…). A teoria keynesiana foi originalmente desenhada para uma economia fechada, mas a economia portuguesa é muito aberta e essa característica é essencial na análise da nossa conjuntura. Nos últimos anos a nossa economia não tem mostrado necessidade de estímulos keynesianos porque o seu problema não é o de falta de procura, mas o de falta de competitividade. Se alguma dúvida sobra repare-se no estado anémico do crescimento económico e no nível elevadíssimo do défice externo. Se se estimulasse a economia, essa procura extra iria para importações em grande parte.
Em resumo, se precisássemos de estimular a procura deveríamos fazê-lo com muitas pequenas obras públicas e não com uma grande. Mas como não devemos estimular a procura, nem as pequenas obras devemos fazer (para além de um “mínimo”).
Concretizando: o cenário ideal para o novo aeroporto de Lisboa (necessário a prazo) é a construção de um novo por módulos (para as low cost), mantendo a Portela a funcionar até ao seu limite.
PS. Em relação a uma “boca” que se ouviu recentemente, que o novo aeroporto deveria ser sobretudo eficaz e não “baratinho”, uma resposta: se não for baratinho não será eficaz. Um aeroporto caro terá taxas elevadas, que afastarão clientes, com graves consequências a jusante no turismo.

in Público, 27 Dez 07, p. 35

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Sem perfil?

Se Santos Ferreira propor Armando Vara para administrador do BCP, prova que não tem perfil para presidente do banco. Mesmo que Vara se tenha revelado um excelente administrador da CGD (uma enorme surpresa!), insistir no seu nome para o BCP revelaria uma total falta de noção. A suspeita de excessiva influência do PS desvalorizaria obviamente as acções do BCP.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Está de mais!

O Rui Ramos, às quartas-feiras no Público, é sempre uma leitura altamente recomendável. Hoje analisa um livro do Luis Filipe Menezes Coragem de mudar.
Alguns excertos (sem link):
"parece que Menezes imaginou, como qualquer rapaz de 15 anos, que nós, como qualquer rapariga de 15 anos, nos deixaríamos comover por devaneios de Indiana Jones, fúrias cinéfilas e vestígios de leitura."
Brilhante definição do que é certo tipo de demagogia.
E continua a desancar no Menezes que julga:
1) que a política é uma questão de estilo;
2) que o seu estilo é altamente recomendável.

Alguém aí sabe a definição de autismo?

domingo, 2 de dezembro de 2007

Recomendado

Na sequência do último comentário, um artigo certeiro do Paulo Ferreira, no Público de hoje (sem link), p. 44:
"Os perdões do BCP e os desafios para a supervisão"
Do final do artigo: "A questão é saber se o Banco de Portugal, que raramente actua e parece ser sempre o último a saber, (...) está preparado para enfrentar um grande banco e investigar de forma transparente."

sábado, 1 de dezembro de 2007

Dívidas irrecuperáveis?

Alguém me explica como é que uma dívida (ainda que indirecta) de um accionista com mais de 2% de um banco pode ser incobrável? É óbvio que há ali um activo que pode ser penhorado para mais do que pagar esta dívida.
A conversa da treta poderá ter graça num programa humorístico, mas é totalmente inadmissível num banco supostamente muito profissional, bem como num regulador supostamente de muita qualidade.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Petição para memorial do massacre de 1506

Copiado do Arrastão:
"A proposta de edificação de um memorial às vítimas do massacre judaico de Lisboa de 1506, agendada para discussão e aprovação pela Câmara Municipal de Lisboa para o passado dia 31 de Outubro, foi adiada "sine die" e corre o risco de ficar esquecida ou subvertida no seu sentido cívico. Em nome da memória do horrendo crime cometido em Lisboa nos dias 19, 20 e 21 de Abril de 1506, que vitimou milhares de cristãos-novos baptizados à força pelo Rei D. Manuel I em 1497, os cidadãos signatários desta petição reclamam da Câmara Municipal de Lisboa que mantenha e execute a proposta tal como foi concebida e na simbólica data prevista de 19 de Abril de 2008."

Assine a petição:

sábado, 24 de novembro de 2007

Falta de comunicação

Parece existir um grave problema de comunicação dentro do ministério da Cultura. Parece que os serviços não enviam comunicação com sentido de oportunidade: não é desculpa dizer que já enviaram essa informação há x anos. É insensato achar razoável que uma ministra fique a saber tudo o que a antecedeu. Ainda há pouco era a falta de funcionários em museus. Agora é a ministra a dizer que não fazia ideia do interesse em comprar a obra de Tiepolo que vai brevemente a leilão. Há vários dias que esta notícia é ventilada nos jornais. Parece que o problema de comunicação é mais vasto do que entre os serviços e o gabinete da ministra. Este gabinete parece que não dispõe sequer de um serviço de comunicação que leia jornais. A própria ministra não lê jornais?
A desculpa de que não sabia parece uma desculpa esfarrapada, mas que resulta pior a emenda que soneto. Se não sabia, revela uma incompetência (mais uma) indesculpável.
Já agora o título de hoje do Público, p. 12 "Ministra não sabia que Estado queria comprar obra de Tiepolo" é uma malandrice. Desde quando a recomendação de alguns quadros e dirigentes da administração pública, por mais seniores, se transforma em "vontade de Estado"?

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Leitura obrigatória

O artigo do Prof. Campos e Cunha, hoje no Público, p. 51, sem link. Finalmente um arrasar detalhado da carpintaria financeira das Estradas de Portugal. O desmontar de um processo de obtenção de receitas extraordinárias que se esgotará dentro de dois ou três anos, ficando nós a pagar com juros exorbitantes, muito superiores aos da dívida pública, durante mais de 70 anos!

Insisto: como é que toda a oposição continua a dormir? Não lêem jornais? Lêem mas não sabem quem devem ler? Lêem e não percebem? Percebem mas não tiram ilacções? Dúvidas ...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Apoiado

"PSD deverá chumbar proposta de aumento do valor máximo do IMI
A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) deverá chumbar, esta terça-feira, com os votos contra do PSD, a proposta do executivo camarário de fixar em 0,8 por cento o Imposto Municipal sobre Imóveis. Segundo fonte da presidência camarária, o chumbo desta proposta pode custar à Câmara uma diminuição de nove milhões de euros no orçamento da autarquia."
in http://tsf.sapo.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF185622

O PS está a abusar na estratégia de equilíbrio das contas públicas através do aumento dos impostos e praticamente nada do lado da despesa. Contra todos os preceitos.

PSD a dormir

A Dra. Teodora Cardoso, veio ontem no Jornal de Negócios, sugerir que o processo Estradas de Portugal seja examinado (já o deveria ter sido) pela UTAO (Unidade Técnica de Acompanhamento Orçamental). É muito importante saber as implicações de longo prazo sobre as contas públicas deste negócio. O que é que o PSD está à espera para pedir à UTAO para fazer esta análise?

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Teme-se o pior

Título principal do Diário Económico de hoje: "Fisco com ordem para cobrar ao máximo até final do ano"
Parece que as receitas da cobrança coerciva estavam em Setembro 4% abaixo das metas. Será que a própria previsão do défice está em risco? Seria o cúmulo, depois de tantos foguetes.
Mas parece que o governo está a pagar a factura de ter deixado a DGCI sem um verdadeiro líder durante largos meses. Uma imprudência incompreensível. De certeza que não foi de repente em Setembro que surgiram os problemas. Estamos a apenas mês e meio do final do ano (por acaso com menos feriados do que é costume), imaginamos a pressão com que vai estar a DGCI. Ainda muito recentemente a Dra. Manuela Ferreira Leite alertou para os abusos do fisco, o que recebeu divulgação amplificada nos mais diversos meios, até por ter sido ela que nomeou o Dr. Paulo Macedo, que deu a volta ao fisco. Se já havia imensas razões de queixa, teme-se o pior.
Salve-se o défice, não com redução efeciva e duradoura da despesa, mas com abuso do contribuinte. Tecnicamente errado e politicamente mortífero.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Falta de quê?

Segundo o Público de hoje, p. 6, "Menezes quer castigar Sócrates com eleições para a Junta de Freguesia de Caldas de São Jorge, Santa Maria da Feira." Esta junta tem o astronómico número de eleitores de "cerca de 2200", ainda segundo o mesmo jornal. Isto revela um interesantíssimo programa eleitoral do PSD, quer a nível eleitoral, quer a nível da Junta de Freguesia. Extraordinariamente mobilizador. Vou já votar contra o que está, só porque não gosto, mesmo não conhecendo rigorosamente nada do que a alternativa propõe(?).

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Imoral

A concessão à Estradas de Portugal só termina em 2099. Ainda segundo o Público de hoje, p. 37, "Governo garante que não privatiza a empresa neste mandato." Duplo descaramento. É imoral e deveria ser inconsitucional que um governo por maioria simples se comprometesse por um período que excede muitíssimo o seu mandato. O descaramento seguinte é o dizer que não privatiza NESTE mandato. Gato escondido, não com o rabo de fora, mas com todo o corpo de fora. Só a cabeça está escondida, como as crianças pequenas.

Este governo usa e abusa do spin, mas a qualidade deste é patética.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Há 18 anos, queda do muro de Berlim

Uma data das mais emocionantes, que marca o fim da Guerra Fria e, dizem muitos historiadores, o fim do século XX.
Parecia que o totalitarismo comunista duraria muito mais tempo, e afinal...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Ciclo vicioso na Justiça

A propósito de uma notícia salientada pela Helena Garrido:
http://vistodaeconomia.blogs.iol.pt/6713/

"Competitividade a ganhar nas dívidas
As empresas portuguesas 'gastam' 50 milhões de horas por ano na recuperação de dívidas.

Eis uma área onde poderíamos ganhar competitividade."

Eis uma área em que um mínimo de comparações internacionais é imprescindível. Pena que o estudo da Intrium Justitia não o faça, pelo menos de acordo com o artigo. E a comparação internacional é que nos leva à competitividade.
Quanto a conhecer os clientes diria que há duas vertentes: a solvência e a honorabilidade. É mais fácil conhecer a primeira do que a segunda.
Aliás penso que entrámos num ciclo vicioso de diminuição desta honorabilidade. Como na prática a justiça quase não funciona, quem está na franja entre cumprir e não cumprir, quando vê aumentar o benefício de não cumprir, tem maior probabilidade de cair na tentação.
Ao haver muitos a cair na tentação, a justiça ainda entope mais. Então o benefício de não cumprir aumenta. E da cappo...
O mau funcionamento da justiça está, ele próprio, a aumentar a procura de justiça, que agrava o mau funcionamento desta.

sábado, 3 de novembro de 2007

Faltar às aulas

Este governo de bem intencionados (o que é que isto tem a ver com o Inferno?) quer dar uma mão caridosa aos jovens em risco de chumbar por faltas injustificadas. O que impressiona neste tipo de intervenção é a cegueira perante algo que até já está tipificado na literatura da ciência política.
Quando se criam ajudas para certo tipo de comportamento desviante, acaba-se SEMPRE por incentivar esse mesmo comportamento desviante.
Logo, a consequência principal da medida (felizmente abortada) não seria uma segunda oportunidade com resultados práticos. Em que mundo é que vivem os governantes que imaginam que uma parte significativa dos que faltam são génios que não precisam de ir à aulas para saber a matéria? Não percebem que é por não estarem minimamente capazes de seguir a matéria que faltam? Interessa alguma coisa estar a dar uma 2ª oportunidade, com um brutal dispêndio de recursos, e depois 90% do alunos chumbarem na mesma?
A principal consequência seria o aumento das faltas injustificadas. Como em Portugal há um enorme défice de auto-disciplina, a melhor medida é adiar esta aprendizagem para quando eles começarem a trabalhar, e a ser rapidamente despedidos devido a problemas básicos de disciplina.
Este é também um exemplo em que uma pseudo-ajuda vai ter as piores consequências.
Uma educação sem disciplina é desestrurante.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Qual serviço público?

A RTP, que custa aos portugueses mais do que um canal de cabo codificado, propõe-se lançar dois novos canais até 2011. Quanto da emissão da RTP é verdadeiramente serviço público? 5%? 10%? Um disparate de desperdício de dinheiros públicos. Privatize-se o canal 1 e faça-se da 2 verdadeiro serviço público. Para além disso pode-se subsidiar verdadeiro serviço público nos outros canais.

Mas o mais interessante seria passar o orçamento da TV para o Ministério da Cultura. Aí se veria o disparate das escolhas. A vergonha de estoirar rios de dinheiro em programas que não acrescentam nada e o que falta na cultura.

É urgente privatizar a TAP

A TAP tem sido um dos mais vergonhosos sorvedoros de dinheiros públicos das últimas décadas. Agora temos mais uma greve delirante. A solução mais óbvia é a privatização rápida, para que eles deixem de sentir que o contribuinte vai pagar sempre a factura. Já chega.

Dirigentes em quem é impossível confiar

Alípio Ribeiro, director nacional da PJ "assegurou que não há escutas ilegais em Portugal", segundo o Público de hoje, p. 1.

Este tipo de declarações mina por completo a confiança. São declarações de alguém que nunca admite que nos serviços sob a sua alçada se passe o mínimo problema. Se se passar de facto ele vai fazer tudo para o abafar, inclusive deixando que ele persista.

Os piores dirigentes da Admnistração Pública são aqueles que têem uma enorme relutância em admitir que os serviços que dirigem não são perfeitos, que existe uma margem, ainda que mínima, de melhorias. São os piores defensores do status quo.

Ainda por cima eu tenho a posição oposta. Se Portugal está no buraco em que está, isso só dever-se a termos o pior status quo possível.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Uma lei estúpida e hipócrita

Um farmacêutico do Porto está a vender vacinas contra o cancro do colo do útero, a prestações. "Não fazia a ideia que era ilegal" diz o farmacêutico, DN, p. 10.

E não percebo eu porque seja ilegal.

As pessoas podem comprar a prestações os bens e serviços mais superfluos e idiotas, mas não vacinas! Se não tem dinheiro para comprar a pronto, é melhor ficar sem vacina ou esperar meses até conseguir o dinheiro para depois ter acesso à vacina. Mais estúpido do que isto é impossível.
Mas também hipócrita. Porque esta proibição parece existir para que o mundo da medicina pareça estar afastado de tudo o que possa ser apelidado de lucro, essa palavra infame.
É claro que não está, muito pelo contrário, mas não é bonito que se veja ou diga.
Além disso esta proibição, tal como outras, pertence ao reino do abuso da intervenção estatal.
Eu defendo que deveria existir uma norma constitucional que PROIBIA os poderes públicos de impedir contratos entre privados, excepto com base em questões de segurança e saúde pública. Ou se quiserem que dava liberdade aos privados, limitando a intervenção estatal.

domingo, 21 de outubro de 2007

Recomendado

(JPP)
COISAS DA SÁBADO: NOTAS SOBRE O CONGRESSO DO PSD
http://abrupto.blogspot.com/2007_10_01_abrupto_archive.html#8941646522330313782

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Emocionante

ACÇÃO DE GRAÇAS* de Maria José Nogueira Pinto

http://dn.sapo.pt/2007/10/18/opiniao/accao_gracas.html

* Maria José Nogueira Pinto escreve sobre o pai, Luís Avilez, que faleceu no passado domingo, dia 14 de Outubro

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Um pouco mais de rigor sff

Vital Moreira (VM), que persegue a falta de rigor nos medias e outros, vai ter que provar o seu próprio veneno.
http://causa-nossa.blogspot.com/2007/10/aliviar-no-stio-errado.html
"Aliviar no sítio errado
«Estado perde 135 M€ por abdicar de aumentar ISP em 2008».Discordo. O imposto sobre combustíveis é um dos impostos mais justos. Se o Governo tenciona reduzir a carga fiscal, devia pensar em reduzir o IVA logo que a consolidação das finanças públicas o permita, e não aliviar os impostos especiais."

Aliviar??? Agora "não aumentar" um imposto é "aliviar"???

Para além disso VM está a esquecer várias coisas. Neste momento há desvio para Espanha de cerca de 5% do total de vendas de combustíveis devido à disparidade fiscal. Se a disparidade aumentar, o desvio também aumentará. Para além disso, um aumento da fiscalidade vai desincentivar ainda mais o consumo, minando ainda mais a base deste imposto. Por isso tenho sérias dúvidas de que está a abdicar de tanto como os tais 135 M€. Que aliás seriam menos de 0,1% do PIB. É muito mais fácil ser magnânimo com uma migalha do que com o IVA...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Pena de Morte

Hoje, dia 10 de Outubro, é dia mundial contra a pena de morte. Tristíssimo ainda ser necessário este dia, sendo um dos casos mais vergonhosos o dos EUA. Na China não choca tanto, mas nos EUA é muito mais lamentável. Por tudo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Durão Barroso in illo tempore

http://www.youtube.com/watch?v=8eIuIPUdS1s

Desemprego em alta

Na Europa a 27 o desemprego tem vindo a cair, enquanto em Portugal teima em subir. Portugal ultrapassou a Espanha pela primeira vez em 20 anos e subiu de 12º para o 5º lugar nesta lamentável tabela. Infelizmente estima-se que continue a subir nos próximos tempos.
Como combater este desemprego? Com mais crescimento. E como fomentar mais crescimento? Não deverá ser com estímulos da procura (um enorme equívoco) mas sim com melhoria da competitividade. Não se esqueçam que mesmo no nosso estado de anemia a procura é 10% superior à oferta, o que dificilmente configura um caso de falta de procura...
É o défice externo que grita a falta de competitividade.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Por uma vez

Junto-me à manada daqueles que, finalmente, por uma vez, estão de acordo com uma atitude do Pedro Santana Lopes, ao não terminar uma entrevista na SIC. Como se a irrelevante chegada de Mourinho perdesse alguma coisa com a transmissão em diferido.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Menezes e Salomão

O comportamento de Luis Filipe Menezes faz lembrar a velha história de duas mulheres que disputam um filho e vão pedir justiça a Salomão. Menezes faz lembrar a mulher que concorda que se parta o filho ao meio, não está minimamente preocupada que isso mate a criança.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Vergonha para o PSD

A APED entregou uma petição com 250 mil assinaturas pela liberalização dos horários das grandes superfícies. Porque é que as restrições sem sentido continuam em vigor? Porque, entre outras razões, os governos do PSD/CDS não os liberalizaram antes. Uma vergonha. Estas restrições (em nome de quê?) são do mais insuportável que existe, isto é intervencionismo no seu pior. Ainda por cima, completamente contra a evolução das famílias, com cada vez mais famílias monoparentais, com problemas de horários.
Esta liberalização, mesmo que venha a custar algum emprego no sector da distribuição tradicional (que a APED escamoteia), terá a vantagem de ter criado emprego (14 mil postos de trabalho segundo a APED) antes disso. Aliás podem ser os mesmos trabalhadores que se deslocam de um sector para o outro. De qualquer forma, a convergência do nível de vida em Portugal para a média da UE passa necessariamente pela alteração na estrutura produtiva, dos sectores tradicionais para os mais modernos.

Patético

Sócrates deve estar infectado pelo virus da Agenda de Lisboa, ou seja, quer compulsivamente debitar metas futuras ridículas, sem a mais vaga preocupação com a sua exequibilidade. Agora é a redução das emissões de CO2. Mais ridículo ainda, quer doutrinar os EUA sobre o que estes devem fazer. Parece que a UE também é cúmplice, como já o foi da Agenda de Lisboa. Como é possível não se darem conta de que escolher como porta voz o PM de um dos países que mais desrespeitam uma meta, há muito fixada, não podia ser mais ridículo. Portugal não vai cumprir as metas de Quioto sobre 2008-2012, mas exorta os EUA sobre metas para 2020!!!!
Se o ridículo matasse...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Não vi e não gostei

Ontem houve um (o) debate entre Marques Mendes e Luis Filipe Menezes, infelizmente na SIC Notícias. Mau sinal nenhum dos canais de sinal aberto se ter prestado a receber a contenda. Deviam prever-se audiências baixíssimas. Não considero nada líquido que Sócrates ganhe as próximas eleições, nem sequer líquido que as dispute. No entanto, para a generalidade do burgo parece que estes concorrentes do PSD não vão a PM.
Menezes está ao nível de um Santana Lopes e estamos conversados. Mas o que me faz mais espécie é o Marques Mendes ter feito o diagnóstico correcto (a credibilidade do PSD está nas ruas da amargura após a fuga de Barroso e o desastre Santana Lopes); a indicação da terapia correcta (ganhar credibilidade); mas depois andar a tomar os medicamentos errados. Ou melhor, nem medicamentos são.
Só como exemplo, anunciar uma descida de impostos (uma medida de muito má memória no PSD) sem consultar a Dra. Manuela Ferreira Leite parece-me um erro incompreensível. Se a credibilidade é para levar a sério, qual o sentido de não preparar as propostas do PSD sobre finanças públicas com o melhor da prata da casa? Será que estava com medo de ouvir um não? Então em vez de ouvir um não privado ouviu um não público, muito mais humilhante.
Insisto: o PSD precisa mesmo de ganhar credibilidade e não apenas de o dizer.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Lido e comentado

At Banco Popular, Roberto Higuera, chief financial of-ficer, said: “This is not a liquidity crisis. It is a crisis of confidence. No one knows who is holding subprime risk. The only thing I can tell you is that it is not in Spain.”
Copyright The Financial Times Limited 2007

De facto parece-me que o problema principal não é o facto de haver perdas associadas ao mercado subprime dos EUA. O problema é mais o de saber onde estão essas perdas e quais os montantes envolvidos.

Parece claramente que estamos perante um problema de regulação, que terá talvez mesmo começado com um excesso de regulação, que levou os bancos a fugir para outras paragens menos regulados, onde estão agora os problemas, que continuam a afectar a zona regulada.

Será que se pode falar em falta de visão dos reguladores, que não viram para onde os bancos se iam escapar?

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

A Paris

Um dos aspectos mais impressionantes de Paris é a sua monumentalidade e, sobretudo para um lisboeta, a densidade e importância dos edificios anteriores ao século XVIII. Quando me lembro do disparate da intervençao na Casa dos Bicos, esse rarissimo exemplar de arquitectura civil anterior ao Terramoto...

Outra triste conclusão é o dinamismo do século XVII em França comparada com Portugal. Atrasos que vêem de longe...

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Dalai Lama

O PSD, sempre pronto para a mais descabelada demagogia nesta última oposição, está a perder a oportunidade de mais uma demagogia: criticar o PS por o governo não receber o Dalai Lama. É claro que poderia fazer esta crítica por demagogia, mas também por acreditar sinceramente que Portugal só tem a perder respeito por não se dar ao respeito de defender os nossos valores essenciais.

Certamente que tal afirmação teria algum custo dos lados de Belém, mas a verdade é que nesse palácio também não se escolheu a atitude mais nobre. E por isso, também há que se pagar as consequências.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Violência e vanguarda

Os Verde Eufémia devem julgar-se na vanguarda. Pergunto eu: como é que a vanguarda pode algum dia estar onde se pratica a violência mais troglodita?

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Faltam mais Dalilas

Há certo tempo que considero absolutamente essencial que a reforma da Administração Pública deveria ser liderada por dentro, pelo pessoal dirigente que deveria fazer propostas de reforma e defendê-las vigorosamente, uma vez apoiadas pelo poder político. Infelizmente, o que temos é uma classe dirigente da AP que tenta aplicar, sem grande convicção, reformas com cuja origem pouca relação teve e para cujo desenvolvimento pouco contribuiu.
Assim tudo é mais difícil.

É certo que a Dalila não propunha uma reforma geral, nem para o seu ministério, mas tinha propostas válidas para a sua instituição, para além de apresentar resultados muitíssimo interessantes.

Lamentável o autismo deste governo. Espero bem, que paguem um elevado preço político por tamanha asneira.

Assinem a petição on-line:
http://www.petitiononline.com/Dalila/petition.html

terça-feira, 31 de julho de 2007

Políticas de plástico

Al Gore parece estar muito preocupado com o ambiente. Mas estará mesmo? Parece-me que é mais um político, como muitos socialistas portugueses, que não estão verdadeiramente interessados em resolver problemas, mas em transmitir a ideia de que estão preocupados. Se Al Gore está verdadeiramente interessado com o ambiente deveria defender uma medida muito simples: um imposto sobre o carbono. Esta medida começaria logo a produzir efeitos, com redução do consumo de combustíveis fósseis, diminuição do elevado défice orçamental e diminuição do défice externo. Aliás é mesmo provável que provocasse uma redução do preço do petróleo, já que iria mudar radicalmente as perspectivas de consumo futuro, dado o peso dos EUA no mercado deste produto.

Mas defender uma subida de impostos não é lá muito popular, pois não?

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Engolir sapos

Quem diria que o Secretário de Estado tivesse que engolir tão cedo a patranha que nos tinha vendido. Já hoje o Jornal de Negócios fala de intervenção de Sócrates na luta do BCP.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Um equilíbrio impossível

Segundo o Diário Económico, o Secretário de Estado do Tesouro disse:
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/nacional/empresas/pt/desarrollo/1018297.html"Tal "Tal como nunca o fez no passado, também aqui, o Governo não dará instruções ou directrizes à CGD", disse Carlos Pina, em entrevista à Reuters, tendo adiantado que "isto não quer dizer que não haja uma articulação, um contacto estreito entre a Administração da Caixa e o seu accionista -- o Estado".
Quer dizer, a CGD tem directrizes gerais, mas não recebeu directrizes específicas sobre este caso.

É impossível acreditar nestas afirmações. Se há um conflito entre uma neutralidade do ministério das finanças e este caso particular, seria preferível que não nos quisessem fazer passar por tolos. Eu defendo que o governo deveria afirmar que, como accionista de 100% da CGD, tinha dado instruções à administração desta para se abster de tomar partido na guerra interna do BCP.
Se, pelo contrário, o governo prefere que a CGD escolha um dos lados deve assumi-lo claramente, argumentando a sua escolha.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Recomendado

9.7.07
(JPP)
LENDOVENDOOUVINDO ÁTOMOS E BITSde 9 de Julho de 2007 (2)Será possível ter ouvido várias horas de debate sobre Lisboa sem se ter pronunciado a palavra arrendamento, sem ninguém falar na legislação do arrendamento, uma das situações singulares que mais contribuiu para degradar as cidades portuguesas?

[do Abrupto

domingo, 8 de julho de 2007

D. Manuel II

http://www.youtube.com/watch?v=xwxvbEldxck



A 2 de Julho assinalou-se o 75º aniversário da morte do último Rei de Portugal.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Na pior tradição francesa

Ao estilo do pior intervencionismo francês, Sarkozy quer pôr em causa a independência do BCE. Sarkozy não aprendeu a lição de porque é que nos últimos anos "pegou" a moda da independência dos bancos centrais, nem quer ver os bons resultados de baixa inflação que daí resultaram. Mas um banco central independente é a melhor defesa contra políticos demagogos, como o senhor Sarkozy. Julga ele que o desemprego francês está muito relacionado com elevadas taxas de juro (ainda há pouco eram de 2%!) e nada relacionado com um dos mais disparatadamente altos salários mínimos. Realmente, um salário mínimo elevado não deve afectar em nada a probabilidade de encontrar emprego nos jovens sem experiência e nos trabalhadores pouco qualificados.

É claro que mexer nas taxas de juro é muito atraente. Em primeiro lugar é facílimo, basta mudar um número. Depois, politicamente é baratíssimo. Finalmente, aparenta ser um substituto em lidar com os problemas que existem e são muitíssimo mais difíceis de resolver e politicamente muito mais caros.
Donde também se percebe porque é que no passado os políticos recorreram tanto às baixas taxas de juro, sem outro resultado que não fosse a inflação elevada e daí que se tenha passado para a independência dos bancos centrais.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

AR sem vergonha

"PS bloqueia audições ao ministro da Saúde 03.07.2007 - 21h11 Lusa, PUBLICO.PT
O PS anunciou hoje que vai chumbar todos os pedidos de audição do ministro da Saúde, por considerar que Correia de Campos já deu esclarecimentos públicos sobre o afastamento de responsáveis de unidades de saúde, que a oposição denuncia como perseguição política.PS bloqueia audições ao ministro da Saúde 03.07.2007 - 21h11 Lusa, PUBLICO.PT "
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1298435

Como se compreende que isto possa acontecer? Como se compreende que isto seja legal? Como se compreende que a maioria tenha o poder de controlar em que termos é fiscalizada? Como se compreende que a maioria possa proibir uma fiscalização do Parlamento?
Em Portugal não temos pesos e contrapesos, essenciais à democracia.
Mas infelizmente, o PSD, que neste caso é prejudicado pelo regimento da AR, é cúmplice deste mesmo regimento.

domingo, 1 de julho de 2007

Soares acordou

Nem de propósito, a seguir à pergunta do último post, Mário Soares veio finalmente dar um ar da sua graça. Criticando o abuso de poder, a penalização do delito de opinião? Não. Criticando o gesto pelo impacto sobre a imagem do governo.

Ao menos Manuel Alegre foi mais coerente.

sábado, 30 de junho de 2007

PS a descambar

Do PS sempre tivemos a memória do desastre económico, tendo a última experiência Guterres sido do piorio, provocando uma brutal perda de competitividade, que nem de longe ainda conseguimos recuperar. Mas havia, ainda assim, uma expectativa de liberdade. Agora já não, já nem nisso podemos confiar. O episódio da DREN e agora este do Centro de Saúde de Vieira do Minho vieram mostrar o descalabro total. Lembram-se da claustrofobia de que falava Paulo Rangel no 25 de Abril? Por onde anda Mário Soares?

sexta-feira, 29 de junho de 2007

FMI avisa

De acordo com o Público de hoje, p. 41, o "FMI pede ao Governo para resistir às pressões para baixar impostos". Era bom que também o PSD ouvisse estes recados, para não repetir o erro do choque fiscal do Durão Barroso. Sempre considerei essa proposta um erro, tendo acabado por ser muito mais grave do que isso, com o PM fazer o oposto do que tinha proposto na campanha.
Um erro destes é grave, mas pretende-se REPETIR um erro destes?
Do "Margens de erro":
"Com a descida de Sócrates, isto arrisca-se a passar despercebido, mas o líder do principal partido da oposição tem uma avaliação ainda mais negativa que o PM e também tem vindo a descer. Essa descida, contudo, já vem de mais longe. Marques Mendes nunca foi tão impopular como é hoje."
Será que esta descida não se deve, pelo menos em parte, à utilização de maus truques já falhados?

"Houvessem mais Zés"

... e mais nenhum seria eleito. Sá Fernandes está longe de conseguir eleger 2 vereadores nas sua lista.

Incrível!

Diz José Miguel Júdice no Público de hoje, p. 45: "Quanto maiores forem as alterações, menos devemos arriscar referendos na Europa"
É extraordinário: quanto mais relevante for o referendo, maior a probabilidade de este falhar, o que me parece correcto, mas, conclui Júdice, menos se deve recorrer a ele.
Além de que uma máxima destas sugere que se façam, o mais possível, fugas para a frente. Que teriam probabilidades maiores de ser chumbadas em referendo! Faça-se o mais possível contra a vontade dos povos!
Melhor visão de democracia não há.
Parece que esta ideia é filha da disparatada metáfora da bicicleta.
Por mim defendo os pequenos passos, para que sejam aceites e que o passo não seja maior do que a perna.
E sou contra o federalismo.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Recomendado

Comentário de Paulo Gorjão do Bloguítica a Sérgio Sousa Pinto «Questões complexas»[961]

Referendo

Pessoas com elevadas credenciais democráticas, como ex-comunistas, vêem ameaçar os países [Portugal, é evidente] que tenham a imprudência de fazer referendos, com as possíveis consequências dessa realização. Em primeiro lugar, devo dizer que, por boas e más razões, Portugal é dos países que com maior probabilidade o sim venceria. Por um lado a UE tem apoiado a modernização portuguesa, embora eu pense que também a tenha atrasado com os fundos, que em alguns casos são panaceia que evita reformas de fundo. Para todos os efeitos há uma certa mitificação dos benefícios de pertencer à UE e de receber os seus fundos milagrosos, que tantas vezes são torrados em projectos, só para aproveitar os fundos da UE.
Mas, mesmo que houvesse um sério risco de o "não" ganhar, será que se justificava evitar o referendo?
Se há risco de o "não" ganhar, quem defende o sim devia pelo menos esforçar-se pela pedagogia. Nada pior de que calar o "não" para este não ser ouvido. Mil vezes preferível fazer a campanha possível para o transfornar em "sim".

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27 Jun 07

Inicio hoje este blog, ainda sem grandes objectivos definidos, como se calhar tantos outros blogs...