Mostrar mensagens com a etiqueta BPN. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta BPN. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de maio de 2009

E agora, Dias Loureiro?

Depois de tantas farpas de Oliveira e Costa, a amnésia de Dias Loureiro fica claramente posta em causa. João Lobo Antunes já lhe apontou a porta de saída do Conselho de Estado. Como Medeiros Ferreira já chamou à atenção, é evidente que o PR não vai convocar este órgão enquanto Dias Loureiro não se demitir.

Mas, pelo que Dias Loureiro já mostrou, ele vai portar-se mal até ao fim. Vai levar o PR e o Conselho de Estado até ao limite do insuportável.

sábado, 16 de maio de 2009

Por alma de quem?

“A Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a antiga dona do BPN, quer receber do Estado, como indemnização decorrente da nacionalização do banco, 403,8 milhões de euros.”

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=439BE18D-116F-414A-887A-E8B9187B4C43&channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011

Querem receber indemnização por o Estado ter nacionalizado um banco mais que falido e envolvido em milhentas fraudes? Uma nacionalização que evitou que os accionistas enterrassem mais uns largos milhões no banco! Estes antigos accionistas é que deviam indemnizar os contribuintes, para além de que deviam pagar fortes multas por terem permitido que um banco que era deles tivesse cometido tantas ilegalidades.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Mentir à vontade

Dias Loureiro vem ensinar-nos que agora se pode mentir à vontade. Quando apanhado a mentir basta dizer que não nos lembrávamos de nada e fica tudo bem.

Já o Sócrates tinha mostrado “falta de memória” no caso Freeport, o que não tem problema nenhum.

Um Alzheimer muito conveniente.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A falar para quem?

O ministro das Finanças, cuja credibilidade tem vindo a cair aos trambolhões, saiu-se agora com mais uma maravilhosa pérola, que “o Estado não gastou nem envolveu dinheiro dos contribuintes” no BPN e no BPP.

http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1364106

O ministro julga que está a falar unicamente para analfabetos financeiros? Mesmo que 99% dos portugueses não percebam tecnicamente o erro, a muitos lhes cheira que isto não pode ser assim. Mas há depois os especialistas, que irão desmontar a patranha ridícula do ministro. Se, numa óptica de caixa, ainda não saiu um euro da tesouraria do Estado, numa óptica de responsabilidades (a que verdadeiramente interessa), é óbvio que o contribuinte já tem uma pesadíssima factura às costas.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Nacionalização irresponsável

O governo nacionalizou de forma atabalhoada o BPN, o que se veio a revelar uma decisão caríssima. Neste momento, as perdas detectadas no banco já atingem os 1800 milhões de euros. Como o banco foi nacionalizado, isso significa que os contribuintes vão ter que pagar este buraco. Se o banco não tivesse sido nacionalizado, mas simplesmente deixado ir à falência, os contribuintes só teriam que pagar os depósitos garantidos e, mesmo esses, o Fundo de Garantia dos Depósitos pagaria uma parte substancial. Como este Fundo vive das contribuições dos bancos, poder-se-ia dizer que eram os bancos que pagariam a garantia dos depósitos. Assim, quem paga são os contribuintes.

O grande problema foi que o Estado interveio, em vez de esperar por um pedido dos accionistas para o fazer. Havia inclusive accionistas que estavam dispostos a injectar liquidez no banco, o que seria uma forma de se responsabilizarem pelas perdas entretanto detectadas. Assim 100% da factura fica para os contribuintes.
A incompetência da supervisão do Banco de Portugal no BPN ia-nos sair cara, mas o governo, com a sua gestão desajeitada do problema, ainda agravou mais a factura.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Indemnizações no BPN?

O Deutsche Bank e Deloitte vão realizar uma avaliação do BPN. Acharei muito estranho que cheguem a um valor positivo. O mais natural é que se conclua que o BPN está falido. Logo, os seus accionistas não deverão receber qualquer indemnização.

domingo, 23 de novembro de 2008

Falta de tudo

Marco António Costa vem defender a teoria absurda de que “o cavaquismo está a ser assassinado”. Tentar ver no caso BPN uma tentativa espúria de assassinato do cavaquismo é das atitudes mais absurdamente erradas. Em primeiro lugar, toda a gente já percebeu que Oliveira e Costa cometeu um sem número de tropelias na gestão do banco, que o levaram à falência. Tentar inventar uma cabala para justificar a prisão preventiva do mesmo ou soa a idiotice ou soa a tentar cobrir corrupção. Venha o diabo e escolha.

Em segundo lugar, um conjunto (quero crer minoritário) de antigos governantes do tempo de Cavaco não pode, de maneira nenhuma, ser confundido com cavaquismo. Pode haver ideia mais imbecil do que querer fazer cavaquismo sinónimo de corrupção?

Neste momento, a única atitude inteligente do PSD é manter-se afastado o mais possível do BPN, condenar todas as ilegalidades e prometer a expulsão do partido de todos os que vierem a serem condenados na justiça.