sábado, 30 de junho de 2007

PS a descambar

Do PS sempre tivemos a memória do desastre económico, tendo a última experiência Guterres sido do piorio, provocando uma brutal perda de competitividade, que nem de longe ainda conseguimos recuperar. Mas havia, ainda assim, uma expectativa de liberdade. Agora já não, já nem nisso podemos confiar. O episódio da DREN e agora este do Centro de Saúde de Vieira do Minho vieram mostrar o descalabro total. Lembram-se da claustrofobia de que falava Paulo Rangel no 25 de Abril? Por onde anda Mário Soares?

sexta-feira, 29 de junho de 2007

FMI avisa

De acordo com o Público de hoje, p. 41, o "FMI pede ao Governo para resistir às pressões para baixar impostos". Era bom que também o PSD ouvisse estes recados, para não repetir o erro do choque fiscal do Durão Barroso. Sempre considerei essa proposta um erro, tendo acabado por ser muito mais grave do que isso, com o PM fazer o oposto do que tinha proposto na campanha.
Um erro destes é grave, mas pretende-se REPETIR um erro destes?
Do "Margens de erro":
"Com a descida de Sócrates, isto arrisca-se a passar despercebido, mas o líder do principal partido da oposição tem uma avaliação ainda mais negativa que o PM e também tem vindo a descer. Essa descida, contudo, já vem de mais longe. Marques Mendes nunca foi tão impopular como é hoje."
Será que esta descida não se deve, pelo menos em parte, à utilização de maus truques já falhados?

"Houvessem mais Zés"

... e mais nenhum seria eleito. Sá Fernandes está longe de conseguir eleger 2 vereadores nas sua lista.

Incrível!

Diz José Miguel Júdice no Público de hoje, p. 45: "Quanto maiores forem as alterações, menos devemos arriscar referendos na Europa"
É extraordinário: quanto mais relevante for o referendo, maior a probabilidade de este falhar, o que me parece correcto, mas, conclui Júdice, menos se deve recorrer a ele.
Além de que uma máxima destas sugere que se façam, o mais possível, fugas para a frente. Que teriam probabilidades maiores de ser chumbadas em referendo! Faça-se o mais possível contra a vontade dos povos!
Melhor visão de democracia não há.
Parece que esta ideia é filha da disparatada metáfora da bicicleta.
Por mim defendo os pequenos passos, para que sejam aceites e que o passo não seja maior do que a perna.
E sou contra o federalismo.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Recomendado

Comentário de Paulo Gorjão do Bloguítica a Sérgio Sousa Pinto «Questões complexas»[961]

Referendo

Pessoas com elevadas credenciais democráticas, como ex-comunistas, vêem ameaçar os países [Portugal, é evidente] que tenham a imprudência de fazer referendos, com as possíveis consequências dessa realização. Em primeiro lugar, devo dizer que, por boas e más razões, Portugal é dos países que com maior probabilidade o sim venceria. Por um lado a UE tem apoiado a modernização portuguesa, embora eu pense que também a tenha atrasado com os fundos, que em alguns casos são panaceia que evita reformas de fundo. Para todos os efeitos há uma certa mitificação dos benefícios de pertencer à UE e de receber os seus fundos milagrosos, que tantas vezes são torrados em projectos, só para aproveitar os fundos da UE.
Mas, mesmo que houvesse um sério risco de o "não" ganhar, será que se justificava evitar o referendo?
Se há risco de o "não" ganhar, quem defende o sim devia pelo menos esforçar-se pela pedagogia. Nada pior de que calar o "não" para este não ser ouvido. Mil vezes preferível fazer a campanha possível para o transfornar em "sim".

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27 Jun 07

Inicio hoje este blog, ainda sem grandes objectivos definidos, como se calhar tantos outros blogs...