Mostrar mensagens com a etiqueta BE. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta BE. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Reformas e governabilidade

O meu artigo deste mês, no Jornal de Negócios, sobre os problemas que se avizinham no próximo ciclo eleitoral.

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=382244

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Vitória surpresa

Contrariando sondagens e comentadores que, no máximo, davam uma vitória tangencial ao PSD, este partido conseguiu uma clara vitória sobre o PS, que caiu para níveis abaixo dos obtidos por Santana Lopes.

Com a tendência para o vira-casaquismo que caracteriza os portugueses, cheira-me que esta viragem continuará a esvaziar o barco do PS.

Mas estas eleições trouxeram também uma forte queda do bloco central e uma forte subida da esquerda “radical”, com mais de 21% dos votos, o que é um muito mau sinal.

Nos pequenos partidos, destacou-se o MEP, com 1,5% dos votos, insuficiente para eleger um deputado europeu. No entanto, a sua votação em Lisboa (2,3%) assegurar-lhe-ia a eleição de pelo menos um deputado na AR. O BE começou assim, mas tem “uma” ideologia de protesto, mais agregadora do que o MEP. Veremos, embora para já pareça uma força incapaz de ajudar à formação de uma maioria absoluta.

Finalmente uma palavra sobre os votos brancos e nulos, que subiram de 4,0% para 6,6%, um claro cartão amarelo a todo o sistema político. É curioso que, mesmo com o aparecimento de novos partidos, este voto de protesto tenha subido tanto.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O BE no governo

O meu artigo deste mês no Jornal de Negócios, sobre o desastre que seria a participação do BE num governo em coligação com o PS.

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=367642

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Um governo do BE

Como seria um governo do BE, sobretudo na área económica? Já sabemos que defendem a nacionalização da Galp e EDP, embora não saibamos exactamente porquê e como o fariam. Da análise que fiz aqui, e de outros discursos noutras ocasiões, parece-me ser de concluir que dominaria o discurso anti-empresários. É muito curioso que Stiglitz, um autor caro ao BE, tenha explicado que na Índia o “crescimento só descolou no início dos anos 80’ quando o governo terminou a sua hostilidade aberta às empresas” (Making globalization work, Penguin Books, 2007, p. 43). O BE, sempre muito à frente, pretende trazer para Portugal o oposto disto.

Esta hostilidade aos empresários deve produzir uma fuga de capitais, uma saída dos investidores estrangeiros que já cá estão e desencorajar completamente a entrada de quaisquer novos empresários. Como consequência, pode-se esperar uma subida forte do desemprego, provavelmente acima dos 15%. Relembro que o FMI prevê que a taxa de desemprego chegue aos 11% já em 2010.

Tudo isto somado deverá levar a uma estagnação económica, senão mesmo recessão prolongada, com um colapso das receitas fiscais. Por seu turno, a subida do desemprego vai colocar uma forte pressão sobre a despesa pública. A somar a este esperado aumento do défice primário deveremos ter uma factura de juros em crescendo, com os mercados altamente desconfiados da incapacidade do “modelo” económico do BE de surtir resultados, quer a nível económico, quer orçamental.

Dada a limitada capacidade de masoquismo dos eleitores, duvido que um governo com estes resultados conseguisse durar muito tempo. Admitamos que Manuel Alegre era PR e Louçã PM com maioria absoluta. De facto era necessário o país estar muito avariado para produzir esse resultado, mas parece-me impossível que a experiência pudesse durar muito tempo.

O verdadeiro problema é que quem viesse a seguir demoraria muito tempo a limpar os estragos deixados por esses governantes.

Com base em extrapolações talvez abusivas, há uma sondagem que dá 18% ao BE para as eleições do Parlamento Europeu.

http://diario.iol.pt/politica/sondagem-europeias-vital-moreira-bloco-de-esquerda-paulo-rangel-tvi24/1059652-4072.html

Será que estes eleitores estão mesmo conscientes do que seria o BE no governo, pelo menos, na área económica?

sábado, 25 de abril de 2009

Nacionalização da Galp e EDP

O BE, num rasgo de rara criatividade, vem propor a nacionalização da Galp e da EDP. Parece que ainda não explicou como se fariam e porque se fariam estas nacionalizações. Tracemos então alguns cenários.

A parte que não é do Estado da Galp e a EDP vale hoje em bolsa cerca de 9,5% do PIB. Se a nacionalização for a preços de mercado isso iria catapultar a nossa dívida pública de 70% para 80% do PIB, facto que o mercado de capitais não veria com bons olhos (ou seja, todos passaríamos a pagar mais caro pelas nossas dívidas) e ainda menos se a actuação posterior do governo viesse a destruir o valor das empresas nacionalizadas, o que seria o mais certo de acontecer. Se um governo do BE optasse, em alternativa, por indemnizações mais baixas (como se fez no passado), por exemplo pagando-as com títulos com taxas de juro abaixo do mercado, os investidores estrangeiros que investiram maciçamente nestas empresas sentir-se-iam roubados. Aliás não seriam apenas esses. Todos os investidores estrangeiros (e os maiores nacionais, os que têm facilidade de aproveitar a liberdade de circulação de capitais) sentiram que os direitos de propriedade estavam ameaçados em Portugal. Se há tantos países no mundo a aliciarem investidores estrangeiros, só um louco viria colocar dinheiro num país onde regras básicas dos negócios não são respeitadas. Teríamos mesmo uma fuga maciça de capitais, ainda por cima quando a nossa dívida externa já é de 100% do PIB. Em resumo, seja como for que se faça a nacionalização, há fortes riscos de todos ficarmos a pagar um preço elevado por elas.

E agora, para quê nacionalizar? Antes de mais relembre-se que ambas as empresas têm actividades muito mais extensas do que a mera distribuição de energia aos consumidores. Um governo nacionalizador pode-se ver tentado a diminuir as margens da distribuição (aplausos), financiando esta actividade com as restantes, globalmente diminuindo os lucros. Duvida-se que um governo deste tipo force estas empresas a aumentarem a sua eficiência, o que muitas vezes passa por despedimentos (vaias e assobios) ou, pelo menos, contenção das contratações. Um governo que fique dono a 100% destas empresas dificilmente resistirá à tentação de aí colocar alguns “camaradas” (olhares de alguma perplexidade), para assegurar de perto o “interesse público” (alívio). O que este governo certamente faria era reduzir drasticamente as remunerações da administração (aplausos de pé, palavras de ordem que o pudor me impede de reproduzir). É altamente improvável que as poupanças na administração compensassem os restantes aumentos de custos.

Em resumo, o mais natural é que da nacionalização destas empresas resultem entidades gerando menos valor, com lucros que deverão ser insuficientes para pagar o acréscimo de encargos da dívida pública. Relembre-se que este acréscimo de encargos tem duas componentes: 1) por um lado há mais dívida; 2) tanto a nova dívida como a antiga são encaradas como mais arriscadas, pagando um spread maior. A destruição de valor das empresas nacionalizadas vai aliás ter um papel importante nestas perspectivas de maior risco.

Ou seja, convinha que o BE explicasse mais detalhadamente como e para quê pretende nacionalizar a Galp e a EDP.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

“Aguiar Branco quer directas contra Menezes”

Segundo o Diário de Notícias de hoje, p. 21, Aguiar Branco “já começou a recolha de assinaturas para convocar um congresso extraordinário, que não pode eleger um novo líder, mas pode discutir a crise interna.”

http://dn.sapo.pt/2008/04/17/nacional/aguiarbranco_quer_directas_contra_me.html

Espero bem que a dinâmica de contestação interna chegue para convocar esse tal congresso extraordinário e se criem condições para a mudança de liderança, que a actual é uma vergonha inconcebível.

De entre os putativos candidatos à liderança do PSD, Aguiar Branco é dos poucos com experiência governativa, embora com o problema de ter sido de demasiado curta duração e ter sido com Santana como PM. Mas enfim, com a fraqueza das alternativas dá ideia que não podemos ser demasiado exigentes. Não sei se Aguiar Branco tem condições para ser um bom PM neste momento, nem sei se tem condições para construir uma alternativa eleitoral, mas que deve ser bastante melhor do que Menezes, não há dúvida.

Entretanto, Paulo Portas, que conseguiu colocar o CDS/PP atrás do BE nas sondagens, veio pôr-se em bicos dos pés, a dizer que tirava a maioria absoluta ao PS. É possível ser-se mais patético? Santana, que não consegue estar calado, achou por bem atolar-se numa resposta. Estes tipos parece que não aprendem nada nunca.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Sempre recomendado

O texto de Pedro Magalhães de hoje no Público, p. 39: "O Bloco e o poder". Esta semana a opinião deste jornal está disponível on-line e com caixa de comentários, mas não há link directo, o que é pena.

sábado, 5 de abril de 2008

PSD e Menezes sempre a cair

Na sondagem Eurosondagem publicada da hoje no Expresso (em parceira com SIC e Rádio Renascença) Menezes cai pelo quarto mês consecutivo (um pouco irritante esta instabilidade de uma vezes publicarem os números e outras não). O PSD está com performance ligeiramente menos má do que o seu “líder”, mas cai pelo terceiro mês consecutivo, para 29,4%. Palavras para quê?

Entretanto Sócrates aguenta-se, sendo o governo e o PS quem mais sofre pelo desgaste governativo. Os grandes beneficiários são a CDU e o BE, os partidos dos irresponsáveis que não têm que confrontar as suas propostas com eventuais futuras aplicações. A esta distância das eleições não nos devemos preocupar excessivamente com estas intenções de voto anti-sistema, mas são um sinal a não ignorar.

O CDS ganha marginalmente (0,2pp para 6,0%), mantendo-se claramente no último lugar dos 5 partidos principais. Até quando se vai manter este vazio do lado direito do espectro político?

terça-feira, 1 de abril de 2008

Reviravolta de Menezes

Numa surpreendente reviravolta, a sondagem da reputada LFM – Estudos de Opinião dá Menezes a ganhar as eleições legislativas de 2009, com 53,4% dos votos, uma votação nem sequer obtida nas maiorias absolutas de Cavaco Silva. O CDS/PP volta a partido do táxi, o PS cai brutalmente e até o BE é ferido na contenda. Mais desenvolvimentos amanhã.

quinta-feira, 20 de março de 2008

BE vs. Verdes alemães

Li há tempos um forte elogio a Joschka Fischer, vindo de uma pessoa que muito prezo, José Manuel Fernandes, director do Público. Dissera-lhe aquele que “o que mais o tinha cansado nos seus intensos 20 anos de vida política não tinha sido o lugar de ministro dos Negócios Estrangeiros, mas fazer de Os Verdes um partido realista, fiável e de poder.” (Público: 4, 24 Nov 06).

O que se retira daqui é que o Louçã não é obviamente o Fischer do BE. O BE é o partido do irrealismo, para não dizer do disparate. Tenho para mim que quem poderia fazer este papel de Fischer no BE seria o Daniel Oliveira. Prefiro um BE que possa aceder ao poder do que este desfiar de disparates que os caracteriza. É evidente que um BE de governo teria que descer à terra e desfazer-se de alguns delírios. Voltarei ao tema.

domingo, 2 de março de 2008

Sondagem negativa

A sondagem do Expresso de ontem tem uma tonalidade muito negativa. Todos os líderes partidários caiem na sondagem (Menezes cai há 3 meses consecutivos, o pior desempenho de todos). Sócrates é o que cai mais este mês, mas mantém níveis muito elevados de popularidade.

Quanto aos partidos, por construção, não podem cair todos. O que mais cai é o PSD, enquanto o PS sobe. O CDS não consegue aproveitar o mau momento do PSD e cai também, o que parece um pouco extraordinário, excepto se nos lembrarmos das referências sucessivas a negócios pouco claros. Uma questão das mais humilhantes é o CDS estar cada vez mais abaixo do BE.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Violência e vanguarda

Os Verde Eufémia devem julgar-se na vanguarda. Pergunto eu: como é que a vanguarda pode algum dia estar onde se pratica a violência mais troglodita?

sexta-feira, 29 de junho de 2007

"Houvessem mais Zés"

... e mais nenhum seria eleito. Sá Fernandes está longe de conseguir eleger 2 vereadores nas sua lista.