quarta-feira, 26 de setembro de 2012



Daqui a um ano estaremos a discutir a subida do IVA para 25%? No orçamento de 2018 teremos passado a taxa reduzida e a taxa intermédia do IVA para a taxa normal e colocá-la-emos nos 30%? Subiremos o escalão máximo do IRS para 60%? Subiremos os impostos sobre os combustíveis para colocar o preço do litro de gasolina nos 3 euros? Faremos o mesmo ao tabaco, colocando o maço acima dos 5 euros? Subiremos o IRC para 40% para garantir que nenhuma empresa estrangeira cometa a imprudência de vir criar um emprego que seja em Portugal?

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Bom senso



Adenda: Esta medida tem um grave problema adicional, de expectativas. Ela suscitou tanta oposição que, mesmo que seja aprovada, é muito provável que seja revertida pelo próximo governo. Como, ainda por cima, esta medida quase matou a actual coligação, nem sequer devemos estar muito longe de ter um novo governo (diria que é quase certo que isso aconteça nos próximos 12 meses). Ou seja, nenhum empresário acreditará que a medida é duradoura e, nesse caso, quase nenhum emprego será criado em resultado das alterações na TSU.

Por isso mesmo, entrar-se-á no exemplo clássico de “auto-concretização das expectativas”. À medida que se for percebendo que esta política não produz resultados, maior será a convicção de que ela não pode durar e menos resultados ainda produzirá.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Garantia de depósitos


O fim do euro deve levar à conversão dos depósitos bancários em novos escudos na proporção de um para um, embora o novo escudo se deva desvalorizar de forma significativa face ao euro, o que se traduzirá numa forte perda para os depositantes.

Há também o risco de os bancos virem a ser nacionalizados por não se conseguirem aguentar no período de transição entre moedas, colocando-se o risco da perda parcial do valor nominal dos depósitos mais elevados.

O Fundo de Garantia dos Depósitos “garante o reembolso datotalidade do valor global dos saldos em dinheiro de cada depositante, até ao limite de 100 000 euros por depositante e por instituição.” No entanto, esta garantia tem que ser encarada com cepticismo por duas razões. Em primeiro lugar, porque o Fundo tem em reservas o equivalente a apenas 1% dos depósitos segurados, pelo que dificilmente poderá exercer a sua função perante um cataclismo. Em segundo lugar, porque o fim do euro é algo que é suposto não poder acontecer, pelo que nem sequer há regras definidas e muitas outras que o estão neste momento poderão ser alteradas sem pré-aviso.

Vale a pena salientar que “Os depósitos são garantidos independentemente da moeda em que se encontram denominados e de o depositante ser ou não residente em Portugal.” Ou seja, os portugueses podem, em princípio (a tal incerteza sobre o fim do euro…), fazer depósitos em moeda estrangeira, o que os colocaria a salvo da desvalorização do novo escudo e, mesmo assim, beneficiar da garantia de depósitos existente.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Socorro!



Mais um prego no caixão do euro.

Mais uma vez, é de notar o tom altamente crítico da esmagadora maioria dos comentários a esta notícia delirante. 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Recessão em 2013

O meu artigo no Jornal de Negócios, em que falo da recessão mundial de 2013, que se deverá seguir ao fim do euro.