quarta-feira, 21 de abril de 2010

Dividir o erro em dois

O meu artigo deste mês no Jornal de Negócios, sobre um cenário de criar duas zonas dentro do euro.

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=420855

5 comentários:

Fábio disse...

Achei o seu artigo muito interessante no JN, mas por ignorância minha confesso que não percebi bem como ter uma moeda diferente ia ajudar. Recomenda algum livro de introdução à macroeconomia para perceber melhor estes temas?

Pedro Braz Teixeira disse...

Muito obrigado pelos seus comentários.
A ajuda seria mais política do que económica. Com a Alemanha fora de E2, haveria mais facilidade em encontrar consensos.
A ajuda económica viria de que os superavits "excessivos" da Alemanha fazem apreciar o euro, dificultando as exportações dos outros países.
Com menores défices externos, a dívida externa de Portugal e da Grécia não cresceria tanto, reduzindo as necessidades de financiamento externo, que é hoje e deverá continuar a ser um dos problemas mais graves da actual crise.
Lamento, mas estes temas não são de "introdução à macroeconomia".

Anónimo disse...

Não creio que seja solução. O euro é uma construção política, assente no eixo franco-alemão. Teve como objectivo central "ancorar" uma Alemanha unificada à Europa. Em troca, a Alemanha impôs o Pacto de Estabilidade, que lhe permitiu a médio prazo reforçar a a sua competitividade à custa das economias mais frágeis, ou com um muito menor grau de disciplina e de produtividade. A divisão da zona euro em dois equivaleria a terminar de vez com o projecto europeu, que repito é político não económico.Se não houver outra solução, será mais verosímil o desaparecimento ou a gradual dissolução da zona euro, e a formação gradual de uma europa "à inglesa", assente apenas numa cooperação relativamente lassa entre os Estados membros. Em certa medida é já nisso que a Europa se tem vindo a transformar. O apoio consistente do RU ao Presidente Barroso não tem nada de fortuito.

Pedro Braz Teixeira disse...

Só agora reparei no lapso do título "erro" em vez de "euro". Nem vou corrigir porque talvez seja sintomático.
Quanto ao comentário anterior: cada vez se sente menos a necessidade política de travar a Alemanha de ser considerada um país como os outros, com os seus próprios interesses.
A divisão do euro não será solução para E2, mas poderá ser solução para a Alemanha, que poderá forçar esta divisão.

Anónimo disse...

Admitir a divisão do euro em dois implica admitir que os países no E2 sairão da zona euro
Ligar o E2 à França é um erro, não creio que politicamente a França queira abandonar o projecto e, pior, comprometer o projecto europeu pelo qual tanto lutou