Passos Coelho vinha propondo uma postura diferente, carregando na ideologia, marcadamente liberal. Não basta ter convicção em ideias estruturantes, é necessário ir às aplicações concretas, coisa que Passos Coelho não tem feito.
O principal problema que começa a emergir desta candidatura é a falta de coerência. Primeiro o deixar associar-se a pessoas vindas obviamente do PSD populista. Ninguém pode dizer “não quero o apoio explícito de fulano”, mas pode escolher os seus mandatários. Estranhíssima a escolha do mandatário da Juventude…
Mas esta ideia do PPC de pedir a descida do ISP é de uma demagogia indesculpável num economista. Portugal importa quase 90% da energia que consome e vamos fingir que não temos que nos adaptar a um mundo de energia cara durante as próximas décadas? Portugal é dos países que mais desperdiça energia, com um dos piores rácios entre PIB e energia utilizada. Portugal é dos países mais longe de respeitar os limites de Quioto e vamos fingir que a subida do preço do petróleo não nos obriga a mudar de vida?
Concordo que o ISP precisa de se aproximar dos níveis de Espanha. Mas, baixá-lo porque o preço do petróleo está a subir, é uma medida do mais anti-liberal que existe, transmitindo a ideia (que demasiados portugueses querem ouvir) que o Estado pode corrigir todas as adversidades do mundo, que toda a mudança é evitável, que o Estado se responsabiliza por tudo, que os cidadãos podem descartar as suas responsabilidades no Estado.
Eu defendo um liberalismo (o único?) em que o Estado favorece a mudança e não o imobilismo.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
domingo, 25 de maio de 2008
Santana tem mais que fazer…
“Entrevista CM: Santana Lopes: “Tenho mais que fazer do que perder com Sócrates”
http://www.correiodamanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000229-0000-0000-0000-000000000229&contentid=28FCFE08-ECBC-48F2-8A53-4DFF627020BB
Que mais? Perder com Manuela Ferreira Leite? Perder inclusive com Passos Coelho?
http://www.correiodamanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000229-0000-0000-0000-000000000229&contentid=28FCFE08-ECBC-48F2-8A53-4DFF627020BB
Que mais? Perder com Manuela Ferreira Leite? Perder inclusive com Passos Coelho?
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sábado, 24 de maio de 2008
Nuvens cada vez mais negras
Agora são os indicadores coincidentes calculados pelo Banco de Portugal que continuam a cair a pique. O do consumo privado reforçou o carácter negativo. Parece que estamos a ponto de ter a chamada recessão técnica no 1º semestre de 2008.
A Europa está a reagir muito melhor que Portugal à deterioração internacional, pelo que o argumento externo não é suficiente para explicar a desaceleração portuguesa. Estamos a pagar o não prestar atenção à necessidade de recuperar a competitividade perdida. E ainda Manuel Pinho tem o descaramento de desvalorizar a queda do Investimento Directo Externo…
A Europa está a reagir muito melhor que Portugal à deterioração internacional, pelo que o argumento externo não é suficiente para explicar a desaceleração portuguesa. Estamos a pagar o não prestar atenção à necessidade de recuperar a competitividade perdida. E ainda Manuel Pinho tem o descaramento de desvalorizar a queda do Investimento Directo Externo…
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sexta-feira, 23 de maio de 2008
Aumentar salários?
Alfredo Bruto da Costa, coordenador do estudo Um Olhar sobre a Pobreza vem hoje falar nos salários “baixos” e na necessidade do seu aumento no Público, p. 3. Felizmente que tem consciência de que o aumento dos salários tem que vir depois do aumento da produtividade e não antes.
Infelizmente não parece ter consciência que, infelizmente, os salários em Portugal estão hoje demasiado elevados para a nossa produtividade. Faz também a confusão entre aumentar rendimentos dos mais pobres e aumentar salários. A economia, neste momento, não comporta aumentos salariais pequenos, muito menos aumentos salariais substantivos, que influenciassem verdadeiramente a pobreza. Mas existe alguma margem para aumentar os rendimentos, sem aumentar os salários. Um, é a redução dos impostos sobre os mais pobres, um instrumento pouco eficaz, porque os mais pobres não pagam IRS. Outro, mais eficaz, seria a criação do imposto negativo, ou melhor dizendo, a criação de um escalão negativo no IRS. Quem tivesse rendimentos abaixo de determinado montante, não só não pagava imposto, como recebia subsídio.
Acrescente-se que o governo desperdiçou uma oportunidade de ouro ao baixar o IVA, em vez de enveredar pelo imposto negativo.
Infelizmente não parece ter consciência que, infelizmente, os salários em Portugal estão hoje demasiado elevados para a nossa produtividade. Faz também a confusão entre aumentar rendimentos dos mais pobres e aumentar salários. A economia, neste momento, não comporta aumentos salariais pequenos, muito menos aumentos salariais substantivos, que influenciassem verdadeiramente a pobreza. Mas existe alguma margem para aumentar os rendimentos, sem aumentar os salários. Um, é a redução dos impostos sobre os mais pobres, um instrumento pouco eficaz, porque os mais pobres não pagam IRS. Outro, mais eficaz, seria a criação do imposto negativo, ou melhor dizendo, a criação de um escalão negativo no IRS. Quem tivesse rendimentos abaixo de determinado montante, não só não pagava imposto, como recebia subsídio.
Acrescente-se que o governo desperdiçou uma oportunidade de ouro ao baixar o IVA, em vez de enveredar pelo imposto negativo.
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OPEP impotente?
“O mercado petrolífero está "louco". A expressão é do secretário-geral da OPEP, Abdulah al Badri, que afirmou que o cartel nada pode fazer para baixar os preços do petróleo.”
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/internacional/mercados/pt/desarrollo/1126708.html
“Nada pode”? Não faz nada porque não pode ou porque não lhe interessa? É completamente evidente que aos países produtores de petróleo lhes interessa estes preços elevados. E, já agora, esta inacção da OPEP não sugere uma verdadeira impotência, uma incapacidade de aumentar a produção, que justifica e reforça a alta dos preços?
”Para o responsável da Organização os preços recordes do petróleo devem-se às tensões geopolíticas, à especulação e ao dólar fraco.”
“Dólar fraco”? Tretas! Só em 2008 o petróleo (Brent) já subiu 28% em euros. Quanto à “especulação”, trata-se de mais uma conversa da treta. A especulação não é uma fantasia sem suporte na realidade, trata-se de uma previsão baseados em factos e expectativas. Uma das expectativas em que se baseia a especulação é que a OPEP vai assistir de braços cruzados a uma escalada de preços. E a OPEP continua a confirmar que essa expectativa está correcta.
"Se aumentássemos a produção amanhã, os preços não baixariam devido à especulação e ao dólar fraco", disse Abdulah al Badri.”
Mais treta. Um aumento da produção iria esmagar as expectativas dos especuladores e provocar forte baixa do preço. Mas isso era a última coisa que a OPEP queria. Na verdade esta conversa não passa de sacudir a água do capote, que a OPEP não é minimamente responsável pela subida de preços que tantos estragos anda a fazer por todo o mundo. Já agora a OPEP poderia calcular qual a parte do preço do petróleo que é “especulativo” e oferecer esse montante aos países mais pobres.
A OPEP está a ganhar rios de dinheiro com a "especulação" e ainda tem o descaramento de dizer que os outros é que são os culpados. A maior falta de vergonha na cara!
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/internacional/mercados/pt/desarrollo/1126708.html
“Nada pode”? Não faz nada porque não pode ou porque não lhe interessa? É completamente evidente que aos países produtores de petróleo lhes interessa estes preços elevados. E, já agora, esta inacção da OPEP não sugere uma verdadeira impotência, uma incapacidade de aumentar a produção, que justifica e reforça a alta dos preços?
”Para o responsável da Organização os preços recordes do petróleo devem-se às tensões geopolíticas, à especulação e ao dólar fraco.”
“Dólar fraco”? Tretas! Só em 2008 o petróleo (Brent) já subiu 28% em euros. Quanto à “especulação”, trata-se de mais uma conversa da treta. A especulação não é uma fantasia sem suporte na realidade, trata-se de uma previsão baseados em factos e expectativas. Uma das expectativas em que se baseia a especulação é que a OPEP vai assistir de braços cruzados a uma escalada de preços. E a OPEP continua a confirmar que essa expectativa está correcta.
"Se aumentássemos a produção amanhã, os preços não baixariam devido à especulação e ao dólar fraco", disse Abdulah al Badri.”
Mais treta. Um aumento da produção iria esmagar as expectativas dos especuladores e provocar forte baixa do preço. Mas isso era a última coisa que a OPEP queria. Na verdade esta conversa não passa de sacudir a água do capote, que a OPEP não é minimamente responsável pela subida de preços que tantos estragos anda a fazer por todo o mundo. Já agora a OPEP poderia calcular qual a parte do preço do petróleo que é “especulativo” e oferecer esse montante aos países mais pobres.
A OPEP está a ganhar rios de dinheiro com a "especulação" e ainda tem o descaramento de dizer que os outros é que são os culpados. A maior falta de vergonha na cara!
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quinta-feira, 22 de maio de 2008
Pescas a delirar
Proprietários e trabalhadores das pescas vão fazer greve porque o governo não “toma uma posição” sobre a subida dos combustíveis (Público de hoje, p. 36).
“Nós só não pagamos imposto sobre produtos petrolíferos, como acontece em todos os países europeus.” Ainda por cima neste caso a subida é apenas devido ao preço internacional do petróleo.
Parece que toda esta reivindicação se baseia em dois pressupostos pouco razoáveis. O primeiro pressuposto é o de que o governo tem sempre que resolver todos os problemas das pescas. Isto deriva da experiência de excessiva intervenção no passado, que cria a expectativa de intervenção futura. É um ciclo vicioso que deveria ser quebrado.
O segundo pressuposto é o de que o preço do peixe é um dado e, com mais custos, fica menos para trabalhadores e proprietários. Mas que disparate! Então o preço do peixe não vai subir, como até já têm subido o preço de tantos outros bens alimentares?
Se eu fosse governo deixava-os fazer greve à vontade. Aliás, a subida de preço que isso provocaria talvez os convencesse que não tinham razões para fazer greve.
“Nós só não pagamos imposto sobre produtos petrolíferos, como acontece em todos os países europeus.” Ainda por cima neste caso a subida é apenas devido ao preço internacional do petróleo.
Parece que toda esta reivindicação se baseia em dois pressupostos pouco razoáveis. O primeiro pressuposto é o de que o governo tem sempre que resolver todos os problemas das pescas. Isto deriva da experiência de excessiva intervenção no passado, que cria a expectativa de intervenção futura. É um ciclo vicioso que deveria ser quebrado.
O segundo pressuposto é o de que o preço do peixe é um dado e, com mais custos, fica menos para trabalhadores e proprietários. Mas que disparate! Então o preço do peixe não vai subir, como até já têm subido o preço de tantos outros bens alimentares?
Se eu fosse governo deixava-os fazer greve à vontade. Aliás, a subida de preço que isso provocaria talvez os convencesse que não tinham razões para fazer greve.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Há males que vêm por bem
Do Público de hoje, p. 41: Espanha está atrasada no TGV para Badajoz. Tanto melhor, ajuda a atrasar/suspender o disparate do TGV em Portugal.
Já se sabe que os preços das viagens de TGV serão uma ficção política. Mas os custos, esses imaginam-se estratosféricos. O TGV vai proporcionar viagens mais caras e mais lentas que de avião. Qual a lógica de investir numa tecnologia mais cara e pior do que temos actualmente? Nem a desculpa temos de ter dinheiro para gastar…
Já se sabe que os preços das viagens de TGV serão uma ficção política. Mas os custos, esses imaginam-se estratosféricos. O TGV vai proporcionar viagens mais caras e mais lentas que de avião. Qual a lógica de investir numa tecnologia mais cara e pior do que temos actualmente? Nem a desculpa temos de ter dinheiro para gastar…
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Santana Lopes divertido
Em entrevista de hoje ao Diário Económico: “Há uma candidatura de resignação, outra de impreparação e a minha que tem um caminho de ambição.”
“Ambiciona” repetir o disparate de 2004? Acha sinceramente que os portugueses lhe vão dar essa oportunidade? Acha que os eleitores do PSD o vão ouvir?
“Ambiciona” repetir o disparate de 2004? Acha sinceramente que os portugueses lhe vão dar essa oportunidade? Acha que os eleitores do PSD o vão ouvir?
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terça-feira, 20 de maio de 2008
É preciso mais apoio ao desemprego
Segundo dados da CGTP divulgados pelo Público de hoje, p. 43, “De 2005 a 2007, o universo dos desempregados apoiados passou de 72 para 56 por cento do total”, tendo subido para 59% no 1º trimestre de 2008.
Estes valores são impressionantes e reforçam uma ideia minha antiga: as condições de apoio aos desempregados devem ser função da taxa de desemprego. Se a taxa de desemprego está nos 4%, o desemprego é sobretudo um problema pessoal. Se a taxa de desemprego está nos 8%, o desemprego é sobretudo um problema da macroeconomia, com fortes repercussões sociais.
Existem prazos limites para receber apoios, que visam evitar criar desempregados “profissionais”, que preferem viver só com o subsídio. Mas esses prazos não deveriam ser os mesmos quando a taxa de desemprego está nos 4% ou nos 8%. Quando o desemprego está nos 8%, bem podem as pessoas procurar activamente trabalho, que será quase impossível encontrá-lo. Por isso, faz sentido, alargar os prazos nestes períodos.
Para receber o subsídio social de desemprego é obrigatório mais de 180 dias de descontos. Talvez aqui também se possa diminuir esta exigência nos períodos de maior desemprego, embora neste caso os dados revelados não ajudam a esclarecer se o problema é não ter acesso à primeira prestação deste apoio, ou não conseguir continuar a receber este apoio durante muito tempo.
Para além do que me parece a maior justiça desta abordagem, há uma outra vantagem. Um subsídio de desemprego assim desenhado melhoraria o efeito de estabilizador automático que estes apoios já têm. Quando a economia cai mais, passa a haver automaticamente mais apoios, o que impede uma queda tão acentuada da economia.
Adenda: Perversidade estatística
Este novo sistema teria um resultado com uma perversidade estatística. Como o estatuto de desempregado (que requer a procura activa de emprego) compensa durante mais tempo, então o número dos desencorajados, que saem das estatísticas de desemprego, vai diminuir. Logo, com mais apoio aos desempregados, vamos ter estatísticas de desemprego mais elevadas, apesar de desempregados estarem mais protegidos. Se olharmos para a estatística de desemprego, seríamos levados a pensar que as coisas pioraram, quando é o inverso que se verifica. A estatística tem destas coisas…
Estes valores são impressionantes e reforçam uma ideia minha antiga: as condições de apoio aos desempregados devem ser função da taxa de desemprego. Se a taxa de desemprego está nos 4%, o desemprego é sobretudo um problema pessoal. Se a taxa de desemprego está nos 8%, o desemprego é sobretudo um problema da macroeconomia, com fortes repercussões sociais.
Existem prazos limites para receber apoios, que visam evitar criar desempregados “profissionais”, que preferem viver só com o subsídio. Mas esses prazos não deveriam ser os mesmos quando a taxa de desemprego está nos 4% ou nos 8%. Quando o desemprego está nos 8%, bem podem as pessoas procurar activamente trabalho, que será quase impossível encontrá-lo. Por isso, faz sentido, alargar os prazos nestes períodos.
Para receber o subsídio social de desemprego é obrigatório mais de 180 dias de descontos. Talvez aqui também se possa diminuir esta exigência nos períodos de maior desemprego, embora neste caso os dados revelados não ajudam a esclarecer se o problema é não ter acesso à primeira prestação deste apoio, ou não conseguir continuar a receber este apoio durante muito tempo.
Para além do que me parece a maior justiça desta abordagem, há uma outra vantagem. Um subsídio de desemprego assim desenhado melhoraria o efeito de estabilizador automático que estes apoios já têm. Quando a economia cai mais, passa a haver automaticamente mais apoios, o que impede uma queda tão acentuada da economia.
Adenda: Perversidade estatística
Este novo sistema teria um resultado com uma perversidade estatística. Como o estatuto de desempregado (que requer a procura activa de emprego) compensa durante mais tempo, então o número dos desencorajados, que saem das estatísticas de desemprego, vai diminuir. Logo, com mais apoio aos desempregados, vamos ter estatísticas de desemprego mais elevadas, apesar de desempregados estarem mais protegidos. Se olharmos para a estatística de desemprego, seríamos levados a pensar que as coisas pioraram, quando é o inverso que se verifica. A estatística tem destas coisas…
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domingo, 18 de maio de 2008
Manuela Ferreira Leite verdadeira
Manuela Ferreira Leite no Diário de Notícias de hoje, p. 22: "Serei verdadeira, frontal, directa. Há quem diga que não dá para ganhar votos, mas gostava de fazer a experiência de, se falando verdade, também se ganham eleições. Eu julgo que sim".
Revejo-me completamente nestas palavras. Quero acreditar que os portugueses são capazes de acreditar em políticos que lhe dizem verdades difíceis. Mas se não engolirem estas verdades (é certo que não é o único motivo para derrotar um político), também bem podem deixar de dizer “os políticos são todos uns mentirosos”. Porque a partir daí ficamos a saber que os portugueses só dão popularidade aos políticos que lhes mentem. E quem escolhe e privilegia os mentirosos em detrimento dos verdadeiros, não se pode depois queixar.
Revejo-me completamente nestas palavras. Quero acreditar que os portugueses são capazes de acreditar em políticos que lhe dizem verdades difíceis. Mas se não engolirem estas verdades (é certo que não é o único motivo para derrotar um político), também bem podem deixar de dizer “os políticos são todos uns mentirosos”. Porque a partir daí ficamos a saber que os portugueses só dão popularidade aos políticos que lhes mentem. E quem escolhe e privilegia os mentirosos em detrimento dos verdadeiros, não se pode depois queixar.
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