sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Violência e vanguarda

Os Verde Eufémia devem julgar-se na vanguarda. Pergunto eu: como é que a vanguarda pode algum dia estar onde se pratica a violência mais troglodita?

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Faltam mais Dalilas

Há certo tempo que considero absolutamente essencial que a reforma da Administração Pública deveria ser liderada por dentro, pelo pessoal dirigente que deveria fazer propostas de reforma e defendê-las vigorosamente, uma vez apoiadas pelo poder político. Infelizmente, o que temos é uma classe dirigente da AP que tenta aplicar, sem grande convicção, reformas com cuja origem pouca relação teve e para cujo desenvolvimento pouco contribuiu.
Assim tudo é mais difícil.

É certo que a Dalila não propunha uma reforma geral, nem para o seu ministério, mas tinha propostas válidas para a sua instituição, para além de apresentar resultados muitíssimo interessantes.

Lamentável o autismo deste governo. Espero bem, que paguem um elevado preço político por tamanha asneira.

Assinem a petição on-line:
http://www.petitiononline.com/Dalila/petition.html

terça-feira, 31 de julho de 2007

Políticas de plástico

Al Gore parece estar muito preocupado com o ambiente. Mas estará mesmo? Parece-me que é mais um político, como muitos socialistas portugueses, que não estão verdadeiramente interessados em resolver problemas, mas em transmitir a ideia de que estão preocupados. Se Al Gore está verdadeiramente interessado com o ambiente deveria defender uma medida muito simples: um imposto sobre o carbono. Esta medida começaria logo a produzir efeitos, com redução do consumo de combustíveis fósseis, diminuição do elevado défice orçamental e diminuição do défice externo. Aliás é mesmo provável que provocasse uma redução do preço do petróleo, já que iria mudar radicalmente as perspectivas de consumo futuro, dado o peso dos EUA no mercado deste produto.

Mas defender uma subida de impostos não é lá muito popular, pois não?

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Engolir sapos

Quem diria que o Secretário de Estado tivesse que engolir tão cedo a patranha que nos tinha vendido. Já hoje o Jornal de Negócios fala de intervenção de Sócrates na luta do BCP.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Um equilíbrio impossível

Segundo o Diário Económico, o Secretário de Estado do Tesouro disse:
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/nacional/empresas/pt/desarrollo/1018297.html"Tal "Tal como nunca o fez no passado, também aqui, o Governo não dará instruções ou directrizes à CGD", disse Carlos Pina, em entrevista à Reuters, tendo adiantado que "isto não quer dizer que não haja uma articulação, um contacto estreito entre a Administração da Caixa e o seu accionista -- o Estado".
Quer dizer, a CGD tem directrizes gerais, mas não recebeu directrizes específicas sobre este caso.

É impossível acreditar nestas afirmações. Se há um conflito entre uma neutralidade do ministério das finanças e este caso particular, seria preferível que não nos quisessem fazer passar por tolos. Eu defendo que o governo deveria afirmar que, como accionista de 100% da CGD, tinha dado instruções à administração desta para se abster de tomar partido na guerra interna do BCP.
Se, pelo contrário, o governo prefere que a CGD escolha um dos lados deve assumi-lo claramente, argumentando a sua escolha.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Recomendado

9.7.07
(JPP)
LENDOVENDOOUVINDO ÁTOMOS E BITSde 9 de Julho de 2007 (2)Será possível ter ouvido várias horas de debate sobre Lisboa sem se ter pronunciado a palavra arrendamento, sem ninguém falar na legislação do arrendamento, uma das situações singulares que mais contribuiu para degradar as cidades portuguesas?

[do Abrupto

domingo, 8 de julho de 2007

D. Manuel II

http://www.youtube.com/watch?v=xwxvbEldxck



A 2 de Julho assinalou-se o 75º aniversário da morte do último Rei de Portugal.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Na pior tradição francesa

Ao estilo do pior intervencionismo francês, Sarkozy quer pôr em causa a independência do BCE. Sarkozy não aprendeu a lição de porque é que nos últimos anos "pegou" a moda da independência dos bancos centrais, nem quer ver os bons resultados de baixa inflação que daí resultaram. Mas um banco central independente é a melhor defesa contra políticos demagogos, como o senhor Sarkozy. Julga ele que o desemprego francês está muito relacionado com elevadas taxas de juro (ainda há pouco eram de 2%!) e nada relacionado com um dos mais disparatadamente altos salários mínimos. Realmente, um salário mínimo elevado não deve afectar em nada a probabilidade de encontrar emprego nos jovens sem experiência e nos trabalhadores pouco qualificados.

É claro que mexer nas taxas de juro é muito atraente. Em primeiro lugar é facílimo, basta mudar um número. Depois, politicamente é baratíssimo. Finalmente, aparenta ser um substituto em lidar com os problemas que existem e são muitíssimo mais difíceis de resolver e politicamente muito mais caros.
Donde também se percebe porque é que no passado os políticos recorreram tanto às baixas taxas de juro, sem outro resultado que não fosse a inflação elevada e daí que se tenha passado para a independência dos bancos centrais.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

AR sem vergonha

"PS bloqueia audições ao ministro da Saúde 03.07.2007 - 21h11 Lusa, PUBLICO.PT
O PS anunciou hoje que vai chumbar todos os pedidos de audição do ministro da Saúde, por considerar que Correia de Campos já deu esclarecimentos públicos sobre o afastamento de responsáveis de unidades de saúde, que a oposição denuncia como perseguição política.PS bloqueia audições ao ministro da Saúde 03.07.2007 - 21h11 Lusa, PUBLICO.PT "
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1298435

Como se compreende que isto possa acontecer? Como se compreende que isto seja legal? Como se compreende que a maioria tenha o poder de controlar em que termos é fiscalizada? Como se compreende que a maioria possa proibir uma fiscalização do Parlamento?
Em Portugal não temos pesos e contrapesos, essenciais à democracia.
Mas infelizmente, o PSD, que neste caso é prejudicado pelo regimento da AR, é cúmplice deste mesmo regimento.