quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Uma excelente ideia



Acho muito bem que se investigue a actuação de Cândida Almeida e que se vá até às últimas consequências, incluindo, eventualmente, cadeia.

“Portugal não é o Brasil”


O último orçamento



Adenda: Ainda no IMI há outras duas questões. A primeira é a da avaliação dos imóveis, em que convinha que se tomasse consciência que estamos em presença de um claro movimento de diminuição do valor, nalguns casos superior a 20% e que as Finanças não cobrassem IMI com base em valores acima do mercado. Também era conveniente que a avaliação usasse como parâmetro o facto de o imóvel estar arrendado e qual o valor da renda. Dá vontade de usar um insulto à la António Borges, porque não se percebe qual a lógica de atribuir a mesma avaliação a uma habitação, quer tenha uma renda de 50€, quer de 500€.

A segunda questão é a pretendida eliminação da cláusula de salvaguarda. Algum tipo de alteração desta cláusula é admissível, mas a sua eliminação parece incompreensível, sob todos os pontos de vista, sobretudo políticos. 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Divórcio europeu


O meu artigo deste mês no Jornal de Negócios.

PS. O 3º parágrafo é um bug, é um texto de outro autor.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A próxima ministra?


Têm surgido rumores de que Vítor Gaspar estaria de saída, por moto próprio ou por pressões dentro do governo. Apesar de tudo, preferia que o ministro permanecesse no lugar, sobretudo devido ao seu prestígio junto dos nossos parceiros comunitários, algo de precioso para os tempos muito difíceis que se avizinham.

Isto dito, apreceei a prestação da Secretária de Estado do Tesouro e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ontem na RTP1, em que foi “apertada” pelo José Rodrigues dos Santos. Ela conseguiu manter-se muito tranquila, traduzir o economês para português e falar para as pessoas. Revelou algum talento político, que precisa agora de ser trabalhado pela experiência, mas pareceu-me que poderia estar ali a próxima ministra das Finanças ou, eventualmente, num outro ministério.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

“Nova sede do BCE vai custar mais de mil milhões”


Ou muito me engano, ou o BCE nunca irá ocupar este edifício, pela simples razão que quando ele estiver pronto ou o BCE já não existe, ou existe numa versão muito mais reduzida do que a actual, não justificando a mudança de espaço.

Instituições extractivas


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Investimentos a evitar


Várias empresas portuguesas, vítimas do fecho da torneira do crédito interno e quase impedidas de recorrer ao financiamento externo, têm recorrido à emissão de obrigações de médio prazo, como é este caso.

Dado que estou convicto que Portugal deverá sair do euro nos próximos meses, desaconselho vivamente a compra destas obrigações. Em primeiro lugar, a excepcional turbulência dos tempos que vivemos sugere que se assumam compromissos com os menores prazos possíveis, evitando ficar com os vossos fundos paralisados num investimento de médio prazo. Mesmo para aqueles que acreditam que o euro ainda vai aguentar durante algum tempo, acham que Portugal ainda estará no euro daqui a cinco anos?

Em segundo lugar, como explico com mais detalhe no meu livro “O fim do euro em Portugal?”, páginas 219-220, as obrigações a taxa fixa deverão sofrer duas perdas de valor significativas: i) pela desvalorização do novo escudo; ii) por terem taxas muito inferiores às que vigorarão no novo escudo.

Se estas obrigações vierem a ser cotadas em bolsa, poderão ser resgatadas com facilidade e o dinheiro não estará tão “paralisado”, mas isso não impedirá as perdas de que falo acima.