sábado, 16 de maio de 2009

Por alma de quem?

“A Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a antiga dona do BPN, quer receber do Estado, como indemnização decorrente da nacionalização do banco, 403,8 milhões de euros.”

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=439BE18D-116F-414A-887A-E8B9187B4C43&channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011

Querem receber indemnização por o Estado ter nacionalizado um banco mais que falido e envolvido em milhentas fraudes? Uma nacionalização que evitou que os accionistas enterrassem mais uns largos milhões no banco! Estes antigos accionistas é que deviam indemnizar os contribuintes, para além de que deviam pagar fortes multas por terem permitido que um banco que era deles tivesse cometido tantas ilegalidades.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Referendo já

As ameaças de independência da Madeira são o bluff menos credível de que há memória. Para acabar de vez com essa conversa oca, era bom que se organizasse o mais rápido possível um referendo sobre a independência, com a promessa (que seria lida como ameaça) de que se o sim ganhasse eles teriam logo a independência. Era cá um alívio para os cofres do “Contenente”.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ainda mal que lhe pergunte…

Vital Moreira diz que se estivesse no lugar de Lopes da Mota já se teria demitido. Ainda mal que lhe pergunte, e se estivesse no lugar de Sócrates, rodeado de tanta trapalhada no caso Freeport, o que faria?

O BE no governo

O meu artigo deste mês no Jornal de Negócios, sobre o desastre que seria a participação do BE num governo em coligação com o PS.

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=367642

domingo, 10 de maio de 2009

Falta de vergonha na cara

Elisa Ferreira, a candidata maravilha, que ainda se deve estar a preparar para ser candidata a deputada nacional, tem feito um mimo de campanha:

“Pois, caro leitor – e eleitor – fique sabendo que Elisa Ferreira (a do partido que exigia explicações do PSD devido à Lei da Paridade) vai apenas ao Parlamento Europeu “dar o nome“. O que, como se sabe, é o objectivo de qualquer eurodeputado. Picar o ponto é o que interessa. Mas há mais. Desabafa a dupla candidata “O meu objectivo é sair de onde estou e trabalhar para a cidade“. Questionamo-nos, então, se o objectivo de Elisa Ferreira é sair do PE, porque se candidata novamente nas listas do PS? E, já agora, porque continuará no PE (se perder nas autárquicas) em vez de ocupar um lugar como vereadora na câmara do Porto se o que quer é voltar para o Porto e sair do PE? Ai que há aqui alguma confusão – ou ideia de que se está a falar com tolinhos que engolem papas e bolos.

“Contudo a minha parte preferida vem só agora. Ora vejam, diz Elisa Ferreira sobre o trabalho de Rui Rio nos bairros sociais (que, desconfio, a incomoda) “Pintaram os bairros, mas esqueceram-se de vos dizer que o dinheiro é do Estado, é do PS” (meu bold). Desculpe?! O dinheiro que é do Estado é do PS?!!! Não é que depois de episódios como o do video-propaganda do Magalhães alguém pensasse que não é esse o entendimento do PS, mas eu diria que é perder todo o decoro assumi-lo com esta frontalidade e ainda decorado com sorriso e palavras sobre tricot.”

http://oinsurgente.org/2009/05/09/questao-pertinente-ha-alguem-na-lista-do-ps-para-as-europeias-sem-tendencia-para-dizer-disparates/

sábado, 9 de maio de 2009

Inconsciência

O Expresso de hoje publica uma sondagem onde os juízes e magistrados do MP aparecem abaixo dos políticos na avaliação dos cidadãos. Estes inquéritos de opinião já davam os juízes muito abaixo da sua posição “natural” nos estudos de outros países, mas nunca abaixo dos políticos, que ocupam sempre o fundo da tabela. Ou seja, nunca a imagem da justiça esteve tão degradada.

O PGR diz que se tem que melhorar, embora não esclarece quem tem que o fazer. Já João Palma (do sindicato dos magistrados do MP) e António Martins (do sindicato do juízes) falam em leis mal feitas, escassez de meios, blá, blá, blá…

Ou seja, apesar destes resultados tão extraordinariamente negativos, não se assume um átomo de responsabilidade. Se os altos responsáveis do sector não assumem nenhuma responsabilidade pelo que está mal, como é que os portugueses podem ter um mínimo de confiança no sistema? O primeiro passo para a recuperação da credibilidade tem que ser o assumir de responsabilidades pelo que está mal.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Papa Maizena para quem?

Depois de muitíssimas figuras tristes, Manuel Pinho passou a andar muito mais calado. Pois deu-lhe agora a infeliz ideia de abrir a boca:

“O ministro da Economia, Manuel Pinho, disse hoje que o deputado do PSD, Paulo Rangel, "tem de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares de Basílio Horta", a propósito da polémica sobre o programa Vasco da Gama.

“Manuel Pinho, que falava aos jornalistas, em Ponte de Lima, durante a apresentação da nova linha de apoio para o Turismo de Habitação e Turismo no Espaço Rural, reagia assim às declarações do candidato do PSD às eleições europeias que advertiu o presidente da AICEP, Basílio Horta, de que "corre o risco de estar a violar o seu dever de isenção" ao contestar uma proposta do PSD.

“Rangel defendeu, em declarações à Lusa, que ‘não se compreende porque vem um quadro da Administração Pública contestar uma proposta de um candidato a umas eleições’ ".

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=366298

Quem parece que ainda anda no recreio da escolinha é Manuel Pinho, incapaz de alinhar uma argumentação adulta.

Maiorias para quê?

O Paulo Gorjão tem toda a razão: “Pensava que a estabilidade era um meio. A estabilidade servia para qualquer coisa. Para fazer reformas, por exemplo. Porém, quem oiça a argumentação dos defensores do Bloco Central até parece que a estabilidade se tornou no fim. O que interessa é a estabilidade. Pouco importa para quê.”

http://www.gorjao.eu/index.php?p=662

E tem mais razão ainda quando escreve: “Se aparentemente existe um consenso alargado no que se refere ao diagnóstico de que Portugal tem um problema de governabilidade — uma vez que o nosso sistema dificulta a obtenção de maiorias absolutas — em vez de andar a defender a reedição do Bloco Central, por que motivo não se defende a revisão do próprio sistema? Uma vez na vida — repito, uma vez na vida — não seria mais lógico e mais higiénico atacar o problema de frente e a fundo, em vez de andar a receitar placebos?”

http://www.gorjao.eu/index.php?p=661

Parece-me que existe um equívoco brutal, o de supor que uma coligação PS-PSD, por ser uma maioria alargada, traria governabilidade. Existe hoje um conflito brutal sobre a política económica de que o país necessita. O PS considera que basta fazer despesa pública. O PSD considera que o essencial é recuperar a competitividade. Estas visões são completamente incompatíveis e um governo que as tentasse conciliar acabaria antes do fim da legislatura entre fortes conflitos internos. Governabilidade e reformas, zero.

Quanto à reforma do sistema que julgo necessária, penso que deveria ter duas componentes. Por um lado, diminuir a proporcionalidade eleitoral, para facilitar a formação de maiorias absolutas. Mas, por outro lado, criar mais mecanismos de controlo das maiorias. Parece-me insuportável que maiorias simples possam fazer aprovar responsabilidades financeiras por décadas, que possam impedir de ser fiscalizadas e que possam não responder aos pedidos de informação impunemente.

sábado, 2 de maio de 2009

Mas alguém acredita?

“O Ministério Público (MP) recebeu esta semana uma participação da Ordem dos Notários, que dá conta do desaparecimento dos documentos que suportavam a escritura notarial e identificavam a empresa offshore que vendeu o apartamento no Heron Castilho, em Lisboa, a Maria Adelaide Carvalho Monteiro, mãe do primeiro-ministro”

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=133622

Como é possível que Sócrates esteja sempre próximo de desaparecimentos extraordinariamente convenientes de documentos?

Em que notário é que estavam esses documentos “perdidos”? Que segurança é que podemos ter nos notários? Qual a penalização que sofre o notário pela perda de documentos? Eu acho que, no mínimo, devia ser fechado.

Sevícias à lógica

Pacheco Pereira já se tem farto de avisar, mas hoje detectei uma extraordinária do jornalista Francisco Almeida Leite, defensor de Passos Coelho. Como comentário à sondagem do Diário de Notícias que dá um PSD taco a taco com o PS, conseguindo o mesmo número de deputados para o Parlamento Europeu, consegue escrever: “Os 36% que o PSD surpreendentemente alcança no estudo são, ao mesmo tempo, um prémio para a prestação de Paulo Rangel (…) e um cartão amarelo a Manuela Ferreira Leite.”

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1219012

O PSD acaba de receber a melhor sondagem em anos e isso é “um cartão amarelo a Manuela Ferreira Leite” !?

Isto não é um pontapé na lógica. Isto é um conjunto extraordinário de sevícias na lógica, que nem a PIDE, a Gestapo e a Inquisição juntas conseguiriam ultrapassar.