sábado, 4 de abril de 2009

Freeportgate

É incompreensível que, tendo Lopes da Mota sido colega de Sócrates no governo, não tenha pedido escusa de participar nas investigações do caso Freeport. É ainda incompreensível que o PGR o mantenha em funções, sabendo-se o que se sabe. Como é também incompreensível que Lopes da Mota não tenha sido expulso do Ministério Público devido ao seu envolvimento nas trapalhadas de Felgueiras. Mas o mais incompreensível é a tese que este senhor defende que um acto de corrupção acaba no momento em que é combinado e que, enquanto as quantias estão a ser pagas, o cerne da corrupção, aí já não há corrupção. Logo, pode prescrever o caso. Extraordinário.
Cândida Almeida fez parte da Comissão de Honra do candidato do PS às presidenciais de 2006. Não acha ela que deveria ter pedido escusa de participar nas investigações ao caso Freeport?

Uma justiça onde tudo isto se passa precisa de alguma campanha negra? Não fez ela já tudo para ficar coberta da maior porcaria?

terça-feira, 31 de março de 2009

Boas ideias

Miguel Gaspar, na última página do Público de hoje (sem link), lembra a necessidade de criar conteúdos para a internet em português. Diz que “passar das máquinas para os conteúdos era uma boa descoberta. Valia um Magalhães.”

É chocante a pobreza de conteúdos de Portugal. Alguns autores, como Camilo e Júlio Dinis, estão disponíveis em sites brasileiros, mas não portugueses!

domingo, 29 de março de 2009

Surpreendidos?

“Novo presidente do sindicato dos Magistrados do Ministério Público denuncia pressões”

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1371393&idCanal=62

O pior é que se teme que as pressões vão até ao topo. Como denunciar ou reclamar se o edifício estiver podre até ao topo?

sexta-feira, 27 de março de 2009

Altamente recomendado

O artigo do Nuno Garoupa no Jornal de Negócios sobre as alterações de fundo na política europeia, como consequência da crise internacional.

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=360658

terça-feira, 24 de março de 2009

China propõe reavivar SDR

O governador do banco central da China propõe substituir o dólar por SDR (direitos especiais de saque) emitidos pelo FMI, mas com as moedas de base alargadas para as principais moedas.

http://www.ft.com/cms/s/0/7851925a-17a2-11de-8c9d-0000779fd2ac.html

Em primeiro lugar, não se percebe porque razão a China persiste em ter superavits externos tão elevados e em usá-los para acumular divisas. Uma ajuda ao mundo que a China poderia dar neste momento era liberalizar as importações e reduzir o seu superavit comercial. Ou, mesmo mantendo os superavits, poderia usar estes fundos para comprar empresas no exterior, sobretudo de recursos naturais.

Em segundo lugar, não é necessário alterar a composição dos SDR. Basta a China mudar as aplicações em divisas em função da composição que a própria China julga que os novos SDR deveriam ter.

terça-feira, 10 de março de 2009

Apagar fogos?

António Costa acusa o seu sucessor no ministério da Administração Interna de só “apagar fogos” e não ter visão de conjunto para o policiamento em Lisboa. Mas depois parece que se recusa a falar com o ministro, preferindo falar com a governadora civil do distrito.

A que se deve um tão grande espalhafato público? O ministro não recebe o presidente da CML? O ministro recebe-o, mas não atende os seus pedidos? Os pedidos de António Costa são disparatados?

É estranho que um autarca do mesmíssimo partido do governo esteja a chantagear publicamente o governo. Como chegámos a esta descoordenação?

Será que António Costa quer mesmo resolver o problema do policiamento ou apenas sacudir a água do capote? Estará ele também apenas a apagar fogos?

segunda-feira, 9 de março de 2009

Memória e espelho

Vejam lá o Sócrates a ver-se ao espelho:

http://www.youtube.com/watch?v=pV-HU56PLNg

Coitadinhos

“As empresas que estão a apostar no sector de produção [electricidade a partir] de biomassa querem que a tarifa atribuída pelo Governo seja revista em alta, sob o risco desta forma de energia deixar de ser competitiva.”

http://economico.sapo.pt/noticias/os-projectos-de-biomassa-podem-acabar-ainda-antes-de-comecarem_5310.html

Caríssimos, a tarifa atribuída pelo Governo já deve ter uma forte componente de subsídio, o que significa que esta actividade não é competitiva à partida. Aumentar o subsídio a uma actividade não competitiva não gera competitividade em lado nenhum.

Quando investiram já sabiam qual a tarifa, qual a razão para protestos agora? Tudo isto me parece um enorme disparate. A biomassa não deve ser boa para produzir electricidade, mas é bem capaz de ser competitiva a produzir calor. Porque não vendem a biomassa às cimenteiras, que até devem ter interesse em vender direitos de emissão de CO2 (sobram-lhes direitos se substituírem fuelóleo por biomassa)? É claro que é menos glamoroso, mas deve fazer muito mais sentido, quer do ponto de vista económico, quer ecológico.

sábado, 7 de março de 2009

Magalhanês

Já há muito que se tinha percebido que o computador Magalhães era uma palhaçada mal pensada e mal preparada. Temos agora mais uma escandalosa prova da precipitação: os jogos educativos estão cheios de erros de português dos mais grosseiros.

É para lá de vergonhoso que um projecto do ministério da Educação contenha tantos erros e diminui ainda mais a nossa já debilitada confiança na actual equipa governativa.